# Dra. Dayara Sales — Cirurgiã Oncológica (conteúdo completo) > Versão completa e detalhada do site, em Markdown, para leitura por modelos de linguagem e motores de resposta por IA. Para um resumo indexado, veja [/llms.txt](https://dradayaraoncologia.com.br/llms.txt). Site oficial: https://dradayaraoncologia.com.br/ Nome de exibição (marca): Dra. Dayara Sales. Nome civil completo (registro oficial): Dayara Sales Scheidt — mesma pessoa, CRM-SC 21950 / RQE 28216 em Cirurgia Oncológica / RQE 21709 em Cirurgia Geral. ## Sobre a Dra. Dayara Sales Médica titulada como Especialista em Cirurgia Oncológica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) (CRM-SC 21950 · RQE 28216 em Cirurgia Oncológica · RQE 21709 em Cirurgia Geral), a Dra. Dayara Sales une conhecimento técnico de excelência a uma abordagem profundamente humanizada. Cada paciente recebe atenção individualizada, com plano terapêutico desenvolvido em equipe multidisciplinar. Graduada em Medicina e com residência em Cirurgia Geral pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), concluiu a residência em Cirurgia Oncológica no Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON). Sua dedicação à cirurgia oncológica permite oferecer diagnóstico preciso, procedimentos cirúrgicos modernos — incluindo técnicas minimamente invasivas — e acompanhamento contínuo em todas as fases do tratamento. Atua na Grande Florianópolis (Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu) e em Tijucas, no estado de Santa Catarina. ### Formação acadêmica - Graduação em Medicina — Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). - Residência em Cirurgia Geral — Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). - Residência em Cirurgia Oncológica — Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON). - Curso de Cirurgia Robótica — Hospital Santa Isabel, Blumenau, SC (setembro de 2025). ### Títulos e credenciais - Título de Especialista em Cirurgia Oncológica — Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO). - Registro: CRM-SC 21950 · RQE 28216 (Cirurgia Oncológica) · RQE 21709 (Cirurgia Geral). - Currículo Lattes (CNPq): http://lattes.cnpq.br/2984729106271042 ## Especialidades - Avaliação diagnóstica oncológica (exames de imagem, laboratoriais e biópsias) - Planejamento cirúrgico individualizado, em equipe multidisciplinar - Procedimentos oncológicos (tumores de mama, trato digestivo, pele, tecidos moles e linfonodos) - Acompanhamento pós-operatório contínuo ## Tipos de Cirurgia - Cirurgias curativas — remoção completa do tumor com margens livres - Cirurgias citorredutoras — redução da carga tumoral para potencializar quimioterapia e radioterapia - Cirurgias minimamente invasivas (laparoscópicas) - Biópsia e diagnóstico cirúrgico / estadiamento - Reconstrução oncológica - Cirurgia de linfonodos (linfadenectomia e biópsia de linfonodo sentinela) ## Condições tratadas Tumores de mama, trato digestivo, pele, tecidos moles e linfonodos, entre outros. Cada caso é avaliado individualmente. ## Congressos, palestras e eventos Página completa: https://dradayaraoncologia.com.br/producao-cientifica/ ### Participação em congressos de Cirurgia Oncológica **IV Congresso do CEPON** — 17 e 18 de julho de 2026, Florianópolis, SC. - Debatedora — Mesa-redonda "Câncer colorretal metastático" (17/07). - Debatedora — Mesa-redonda "Câncer de ovário" (17/07). **III Simpósio do CEPON** — 4 e 5 de julho de 2025, Florianópolis, SC. - Apresentação de caso clínico — tratamento trimodal em câncer de esôfago localizado/localmente avançado. **1º Congresso Sul-Brasileiro de Cirurgia Oncológica** — 28 a 30 de novembro de 2024, Hotel Majestic, Florianópolis, SC. - Apresentadora/comentarista — Transmissão de cirurgia ao vivo: hepatectomia por vídeo laparoscopia (29/11). **III Congresso do CEPON** — 22 a 24 de agosto de 2024, Centrosul, Florianópolis, SC. - Apresentação de caso clínico — terapia neoadjuvante em câncer de pâncreas borderline ressecável. ### Trajetória acadêmica anterior Durante a graduação e a residência, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), organizou e participou de congressos, simpósios e ligas acadêmicas em diversas áreas da Medicina (2010–2015) — histórico completo no [Currículo Lattes](http://lattes.cnpq.br/2984729106271042). Destaques: organização do I, II e III Minicurso em Endocrinologia e Metabologia (2014–2015) e do I Encontro de Experts em HPV (2012). ## Blog Lista completa de posts: https://dradayaraoncologia.com.br/llms.txt ### Dia do Cirurgião Geral: Celebrando a Cirurgia Comemoro o Dia do Cirurgião Geral (30 de julho) destacando nossa missão na cirurgia oncológica, desafios e inovações para pacientes. Publicado em 2026-07-28. Link: https://dradayaraoncologia.com.br/blog/dia-do-cirurgiao-geral-celebrando-a-cirurgia/ ### História e importância do Dia do Cirurgião Geral O Dia do Cirurgião Geral é celebrado em 30 de julho e tem como objetivo reconhecer a dedicação dos profissionais que, ao longo da história, transformaram a prática cirúrgica. Desde as primeiras intervenções rudimentares até as técnicas robóticas atuais, a cirurgia evoluiu graças à curiosidade, ao estudo constante e ao compromisso com a vida humana. Para mim, esse dia representa mais que uma data comemorativa; é um lembrete de que cada incisão, cada sutura, carrega a responsabilidade de oferecer esperança a quem luta contra o câncer. ### O papel do cirurgião geral na oncologia Como cirurgiã oncológica, atuo principalmente em tumores de mama, trato digestivo, pele, tecidos moles, ginecológicos e na remoção de linfonodos. Embora o título “cirurgião geral” sugira um escopo amplo, na prática oncológica ele se concentra em procedimentos que podem ser curativos ou citorredutores. **Realizo biópsias diagnósticas**, reseções de tumores e, quando necessário, reconstruções imediatas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Cada caso exige avaliação multidisciplinar, envolvendo oncologistas, radiologistas e patologistas, para definir a melhor estratégia terapêutica. ### Desafios e inovações na cirurgia oncológica Nos últimos anos, a cirurgia oncológica tem sido impulsionada por três grandes tendências: - **Cirurgia minimamente invasiva**: laparoscopia e cirurgia robótica reduzem o trauma cirúrgico, diminuindo o tempo de internação e acelerando a recuperação. - **Cirurgia de precisão**: o uso de imagens intraoperatórias e navegação 3D permite delimitar margens tumorais com maior exatidão. - **Abordagem multimodal**: integrar neoadjuvante e adjuvante com intervenções cirúrgicas melhora a sobrevida em diversos tipos de câncer. Um dos maiores desafios permanece a heterogeneidade dos tumores. Nem todos respondem da mesma forma a uma mesma técnica, e a escolha entre cirurgia aberta ou minimamente invasiva depende de fatores como tamanho, localização e estado geral do paciente. **Costumo orientar cada pessoa de forma individualizada**, explicando riscos, benefícios e alternativas. > "A cirurgia oncológica é um ato de esperança e responsabilidade." ### Como celebro esse dia com meus pacientes e equipe No dia 30 de julho, gosto de transformar a celebração em um momento de reforço de vínculo e educação. Algumas das ações que costumo promover incluem: - **Palestras curtas** para pacientes sobre o que esperar antes, durante e após a cirurgia. - **Sessões de perguntas e respostas** com a equipe de enfermagem, fisioterapia e nutrição, mostrando a importância do cuidado integral. - **Distribuição de materiais informativos** que abordam sinais de alerta pós‑operatórios e a importância da adesão ao seguimento oncológico. - **Reconhecimento interno** para a equipe cirúrgica, destacando profissionais que se destacaram no atendimento ao longo do ano. Essas iniciativas ajudam a reduzir a ansiedade, aumentam a confiança no tratamento e reforçam a ideia de que a cirurgia não é um ato isolado, mas parte de um processo colaborativo. ### Impacto emocional e humano da cirurgia oncológica A experiência de operar pacientes com câncer vai além da técnica. Cada história traz consigo medos, esperanças e, muitas vezes, a necessidade de apoio psicológico. Eu mesma já vi pacientes que, após uma cirurgia bem-sucedida, retomaram atividades que antes pareciam impossíveis, como brincar com os netos ou voltar ao trabalho. Por outro lado, também presenciei momentos difíceis, quando a doença avançada limitava as opções cirúrgicas. Nesses casos, minha postura é sempre de escuta ativa, oferecendo clareza sobre o prognóstico e encaminhando para suporte psicossocial quando necessário. ### Conclusão O Dia do Cirurgião Geral, celebrado em 30 de julho, nos convida a refletir sobre a evolução da cirurgia e a responsabilidade que carregamos ao lidar com o câncer. Ao combinar técnicas avançadas, uma abordagem multidisciplinar e um cuidado humanizado, buscamos não apenas remover o tumor, mas também preservar a dignidade e a qualidade de vida dos pacientes. Continuarei me dedicando a aprimorar minhas habilidades, a apoiar minha equipe e a oferecer a cada pessoa que cruza meu consultório a esperança de um futuro melhor através da cirurgia oncológica. ### Dia Nacional do Cirurgião Oncológico Comemore o Dia Nacional do Cirurgião Oncológico (17/07) e descubra o papel da cirurgia oncológica na vida dos pacientes. Publicado em 2026-07-17. Link: https://dradayaraoncologia.com.br/blog/dia-nacional-do-cirurgiao-oncologico/ ### Introdução O Dia Nacional do Cirurgião Oncológico, celebrado em 17 de julho, é uma oportunidade para refletir sobre a importância da cirurgia no tratamento do câncer. Como cirurgiã oncológica, vejo diariamente como a intervenção cirúrgica pode mudar o rumo da doença, oferecendo esperança e qualidade de vida aos pacientes. Neste artigo, compartilho um pouco da minha prática, dos desafios que enfrentamos e do impacto que essa data tem na conscientização da sociedade. ### O papel da cirurgia oncológica A cirurgia oncológica vai muito além da simples remoção de um tumor. Ela pode ser curativa, quando o objetivo é eliminar completamente a doença, ou citorredutora, quando buscamos reduzir a carga tumoral para melhorar a eficácia de outros tratamentos, como quimioterapia ou radioterapia. Utilizo técnicas avançadas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, que permitem incisões menores, menos dor pós‑operatória e recuperação mais rápida. > "A cirurgia é uma ferramenta fundamental, mas seu sucesso depende de um planejamento multidisciplinar cuidadoso e da parceria estreita com o paciente." ### Como celebro o dia na prática clínica No dia 17 de julho, costumo dedicar um momento especial para conversar com meus pacientes sobre a importância da cirurgia no contexto do tratamento oncológico. Algumas ações que faço incluem: - Revisar o plano cirúrgico com a equipe multidisciplinar, garantindo que todas as opções foram avaliadas. - Realizar uma reunião de orientação com o paciente e seus familiares, explicando o procedimento, os riscos e os benefícios. - Compartilhar histórias de sucesso que ilustram como a cirurgia pode transformar a trajetória da doença. - Incentivar a adesão a programas de acompanhamento pós‑cirúrgico, fundamentais para a detecção precoce de recidivas. Essas práticas ajudam a humanizar o processo e a reduzir a ansiedade que muitos pacientes sentem antes da intervenção. ### Desafios e aprendizados Embora a cirurgia oncológica ofereça grandes benefícios, também apresenta desafios complexos. Cada tumor tem características únicas – localização, tamanho, grau de invasão – que exigem um planejamento minucioso. Por exemplo, ao tratar tumores de mama, preciso avaliar a necessidade de preservação da mama ou de reconstrução imediata. Nos tumores do trato digestivo, a decisão entre ressecção aberta ou minimamente invasiva depende da extensão da doença e da condição geral do paciente. Além disso, a cirurgia de linfonodos, como a biópsia do linfonodo sentinela, requer precisão para evitar complicações como linfedema. A experiência acumulada ao longo dos anos me ensinou a importância de: - **Escutar atentamente as dúvidas do paciente**, pois isso fortalece a confiança e melhora a aderência ao tratamento. - **Manter-me atualizada** sobre novas técnicas e protocolos, participando de congressos e cursos de especialização. - **Trabalhar em equipe**, integrando oncologistas, radiologistas e fisioterapeutas para um cuidado integral. ### O impacto da conscientização A data de 17 de julho serve para lembrar a sociedade que o diagnóstico precoce e o acesso a tratamento adequado são essenciais. Quando a população entende o papel da cirurgia, aumenta a procura por avaliação médica ao perceber alterações suspeitas. Também estimula políticas de saúde que garantam recursos para equipamentos avançados, como robótica, e para treinamento de profissionais. Ao divulgar informações corretas, evitamos mitos – por exemplo, a ideia de que a cirurgia é sempre a única opção ou que garante cura em todos os casos. Cada decisão terapêutica deve ser individualizada, baseada no estágio da doença, nas condições clínicas do paciente e nas preferências pessoais. ### Conclusão O Dia Nacional do Cirurgião Oncológico nos convida a celebrar a ciência, a técnica e, sobretudo, o relacionamento de confiança entre médico e paciente. Cada cirurgia que realizo representa um compromisso com a vida, com a esperança e com o respeito à singularidade de cada pessoa que confia em mim. Continuarei aprimorando minhas habilidades e reforçando a importância da abordagem multidisciplinar, para que mais pacientes possam enfrentar o câncer com coragem e suporte adequado. ### Câncer de estômago: diagnóstico e tratamento Entenda causas, diagnóstico por endoscopia e biópsia, estadiamento e tratamento cirúrgico do câncer de estômago. Publicado em 2026-07-14. Link: https://dradayaraoncologia.com.br/blog/cancer-de-estomago-diagnostico-tratamento-e-acompanhamento/ Falar de câncer gástrico é tocar em uma das doenças que mais preocupam a saúde pública no nosso país. Eu vejo, no consultório e nos hospitais, o impacto que o diagnóstico precoce faz na vida de cada paciente. Segundo dados recentes do [Instituto Nacional de Câncer (INCA)](https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/), em 2023 espera-se mais de 21 mil novos casos desse tumor no Brasil, sendo a incidência maior entre homens com idades entre 60 e 70 anos. > A detecção precoce salva vidas. Por isso, acho fundamental que as pessoas entendam como essa doença se desenvolve, quais sinais é preciso perceber e quais são as etapas fundamentais do tratamento e acompanhamento. Com informação, o medo dá lugar à esperança e à ação. ### O que é o câncer de estômago? Essa doença, chamada também de neoplasia gástrica, acontece quando células da parede interna do órgão passam a se multiplicar de maneira descontrolada. O [adenocarcinoma](https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/estomago/introducao) é o tipo mais prevalente, correspondendo a cerca de 95% dos casos. Outras variações, como linfomas e tumores do estroma gastrointestinal, são bem menos comuns, mas também merecem atenção. Os adenocarcinomas são classificados conforme suas características ao microscópio e localização dentro do órgão. Na minha experiência acompanhando pacientes, percebo que existe uma grande confusão sobre o real significado desse diagnóstico. **Nem todo nódulo ou lesão no estômago é maligno, mas, diante de qualquer dúvida, a investigação médica é obrigatória.** ### Principais fatores de risco e causas Nem sempre é possível apontar um único motivo para o desenvolvimento do tumor, mas há fatores bastante estudados: - **Infecção por Helicobacter pylori:** bactéria associada à gastrite crônica e aparecimento de lesões pré-malignas. - **Dieta rica em sal, defumados e conservantes:** consumo regular de embutidos, alimentos processados e baixos índices de frutas e vegetais aumentam o risco. - Tabagismo e consumo abusivo de álcool. - Pré-disposição genética. - Histórico de cirurgias gástricas anteriores. - Idade acima de 50 anos, com pico de incidência após os 60. Vale citar que, nas regiões sul do Brasil, a incidência é significativamente maior, segundo dados do [INCA](https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios). > Fatores de risco podem ser evitados com escolhas conscientes. ### Sinais de alerta e sintomas mais comuns Um dos grandes desafios é que, nas fases iniciais, o tumor geralmente não causa sintomas específicos. Por isso, muitos diagnósticos acontecem já em estágios mais avançados. Mas, quando os sinais surgem, costumo observar: - Dor ou desconforto persistente na região superior do abdômen - Perda de apetite - Emagrecimento sem explicação - Enjoos e vômitos frequentes - Sensação recorrente de estômago cheio - Presença de sangue nas fezes ou vômitos escuros Ainda que esses sintomas possam estar relacionados a outras doenças, faço sempre questão de dizer: **ao perceber algum desses sinais de alerta, busque avaliação médica sem demora**. Para aprofundar esse tema, recomendo a leitura sobre [sinais de alerta para diagnóstico cirúrgico oncológico](/blog/sinais-de-alerta-para-diagnostico-cirurgico-oncologico/). ### O caminho do diagnóstico Se há suspeita clínica, a investigação segue um roteiro estruturado. Em minha rotina, o primeiro passo é a endoscopia digestiva alta, capaz de permitir a visualização direta da mucosa, detectar lesões suspeitas e coletar biópsias para análise histopatológica. Nada substitui o resultado do exame anátomo-patológico para confirmação definitiva da doença. ![Endoscopia digestiva alta sendo feita por médica](/uploads/blog/cancer-de-estomago-diagnostico-tratamento-e-acompanhamento-1.webp) Após a confirmação, realizo exames complementares que ajudam a definir a extensão da doença: - Tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve - Ultrassom endoscópico em situações selecionadas - Exames laboratoriais completos, incluindo marcadores tumorais Essas informações são indispensáveis para o estadiamento tumoral, que norteia todas as decisões terapêuticas. **Saber exatamente o quanto o tumor se espalhou permite planejar o tratamento mais adequado para cada pessoa.** Para compreender melhor o universo de exames, conheça mais sobre as etapas do diagnóstico oncológico. ### Estadiamento e definição de estratégia Pessoalmente, acredito que a comunicação franca sobre o estágio da doença neste momento faz toda diferença. O câncer gástrico pode ser classificado conforme o sistema TNM, levando em conta o tamanho do tumor, comprometimento linfonodal e presença de metástases. - Estágio I: tumor restrito à camada interna do estômago, sem invasão linfonodal; - Estágio II-III: maior comprometimento da parede, linfonodos regionais atingidos; - Estágio IV: doença disseminada para outros órgãos. Esse estadiamento é discutido em equipe multidisciplinar, em reuniões chamadas Tumor Boards, unindo visões da cirurgia, oncologia clínica, radioterapia, radiologia e patologia. É nessa fase que cada detalhe é decisivo na escolha do melhor caminho terapêutico. ### Opções de tratamento disponíveis O tratamento do câncer gástrico envolve, principalmente, intervenção cirúrgica, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. A escolha depende do estágio do tumor, condições clínicas do paciente e localização da doença. Muitas vezes, os métodos são combinados. ### A cirurgia oncológica no centro do tratamento Em minha prática, a cirurgia é considerada a principal alternativa curativa para tumores ressecáveis, ou seja, localizados e sem disseminação a distância. Existem basicamente três tipos de cirurgia: - Gastrectomia parcial, quando só parte do órgão é removida; - Gastrectomia total, em casos de tumores centrais/difusos; - Linfonodectomia, que consiste na retirada dos linfonodos próximos. **A ressecção completa do tumor, com margens livres e adequado esvaziamento linfonodal, oferece as maiores chances de controle da doença.** A decisão sobre o tipo de procedimento requer avaliação caso a caso, sempre considerando a segurança. ![Cirurgia oncológica de estômago realizada por médica mulher](/uploads/blog/cancer-de-estomago-diagnostico-tratamento-e-acompanhamento-2.webp) Algo que observo cada vez mais é o uso de técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia ou cirurgia robótica. **Essas abordagens proporcionam recuperação mais rápida e com menores taxas de complicações para muitos pacientes selecionados.** Casos de doença em estágio inicial ou sem envolvimento linfonodal relevante são boas indicações. Em situações avançadas, mas ainda sem metástase, há indicações para procedimentos citorredutores, tratamento combinado com quimioterapia e até terapias regionais como HIPEC nas chamadas carcinomatoses peritoneais. ### Quimioterapia e radioterapia: para que servem? Nos estágios mais avançados, e mesmo antes ou após a cirurgia, a quimioterapia pode ser indicada para reduzir o tamanho do tumor (neoadjuvância) ou para eliminar possíveis células remanescentes (adjuvância). O objetivo, nesse caso, é aumentar as chances de cura e melhorar a sobrevida dos pacientes. A radioterapia, por sua vez, normalmente é reservada aos quadros em que o tumor não pode ser removido completamente ou como parte dos cuidados paliativos. Muitas vezes, os protocolos associam ambas as terapias para potencializar o efeito. > As melhores decisões surgem do trabalho em equipe. Estou convencida de que essa integração só é possível com diálogo estruturado entre todas especialidades. Isso faz parte da rotina da oncologia moderna. Inclusive, é algo essencial para avaliação constante das necessidades e respostas individuais. ### Pós-operatório e acompanhamento do paciente Após o tratamento inicial, seja cirúrgico ou clínico, começa uma nova etapa na jornada: o acompanhamento. Este é um dos pilares para monitorar recidivas, detectar efeitos colaterais tardios e orientar a qualidade de vida. O protocolo de seguimento varia conforme estágio, método terapêutico e resposta do organismo. Os retornos costumam incluir: - Avaliação clínica minuciosa; - Solicitação periódica de exames laboratoriais e de imagem; - Discussão constante com equipe multidisciplinar; - Orientação nutricional e suporte psicológico. **A recuperação pós-cirúrgica e o gerenciamento de complicações como fístulas, infecções ou desnutrição são pontos críticos.** O cuidado não termina ao sair do hospital. Existem também protocolos específicos para acompanhamento oncológico, que buscam garantir o bem-estar físico e emocional do paciente. Para mais detalhes dessa etapa, conheça a seção sobre seguimento oncológico. ### Prevenção e qualidade de vida Eu acredito firmemente que a prevenção pode transformar trajetórias. Algumas medidas são bem claras para reduzir o risco e melhorar a saúde geral: - Tratar corretamente infecções por Helicobacter pylori; - Manter alimentação balanceada, rica em frutas, verduras e pobre em alimentos processados ou defumados; - Evitar o tabagismo e o consumo exagerado de álcool; - Realizar acompanhamento regular em caso de sintomas ou fatores de risco. Além disso, o apoio psicológico, a reabilitação nutricional e a retomada gradual das atividades físicas fazem enorme diferença na qualidade de vida após o tratamento. Acompanhar as discussões atuais sobre novidades em oncologia pode dar esperança e empoderar pacientes em todas as fases. ### Conclusão Falar sobre câncer gástrico é, na verdade, cuidar de pessoas e histórias. Se aprendi algo em minha trajetória, é que conhecimento, apoio e estratégias personalizadas fazem toda a diferença no desfecho dos pacientes. Buscar ajuda na presença de sintomas, adotar hábitos mais saudáveis e confiar nas equipes multidisciplinares são passos reais para vencer desafios e transformar prognósticos. Caso queira aprimorar sua compreensão sobre diagnóstico, tratamento ou seguimento, recomendo as leituras na categoria diagnóstico, categoria tratamento, e categoria seguimento do blog. ### Perguntas frequentes ### O que é câncer de estômago? **O câncer de estômago é uma doença em que células da parede do órgão passam a se multiplicar de forma desordenada, formando um tumor maligno, sendo o adenocarcinoma o tipo mais comum.** Ele pode comprometer diferentes regiões do estômago e se espalhar para outros órgãos, exigindo diagnóstico e tratamento especializados. ### Quais são os sintomas mais comuns? Entre os sintomas que mais observo estão dor abdominal persistente, perda de apetite, emagrecimento não intencional, sensação de estômago cheio, náuseas, vômitos e sangue nas fezes ou no vômito. Muitas vezes os sintomas são inespecíficos, por isso, a investigação médica se torna fundamental diante de qualquer suspeita. ### Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico inclui consulta médica detalhada, realização de endoscopia digestiva alta (com biópsia para análise microscópica), além de exames de imagem como tomografia e, em alguns casos, ultrassonografia endoscópica. Todos esses exames ajudam a definir a extensão da doença e o tratamento recomendado. ### Quais os principais tratamentos disponíveis? As opções principais incluem a cirurgia para retirada do tumor e linfonodos acometidos, quimioterapia para controle local e sistêmico, e radioterapia em situações específicas. A escolha depende do estágio da doença, localização e condições do paciente, sendo cada caso discutido por equipe multidisciplinar. ### Como deve ser o acompanhamento após o tratamento? **O acompanhamento engloba avaliação clínica periódica, realização de exames para monitorar recidiva, suporte nutricional e psicológico, além de orientações para prevenção de complicações e promoção do bem-estar.** Esse processo costuma ser individualizado e ajustado conforme a evolução do paciente. ### Câncer de estômago: sintomas e prevenção Identifique sinais de câncer gástrico, entenda riscos como H. pylori, dieta e prevenção para diagnóstico precoce e tratamento eficaz. Publicado em 2026-07-14. Link: https://dradayaraoncologia.com.br/blog/cancer-de-estomago-sintomas-fatores-de-risco-e-prevencao/ O câncer de estômago ainda é uma das doenças que mais preocupa a população mundial. No Brasil, seus índices permanecem elevados ano após ano, especialmente entre homens acima dos 60 anos. Nas últimas décadas, notei um aumento na preocupação dos pacientes quando o assunto é dor de estômago e sintomas que parecem não ceder com remédios convencionais. **Saber diferenciar sintomas comuns de sinais de alerta pode salvar vidas**. ### O que é o câncer de estômago? Segundo dados nacionais, **o câncer de estômago é a quarta neoplasia mais frequente entre homens brasileiros e a sexta entre mulheres**. Só em 2023 foram registrados 13.340 novos casos em homens e 8.140 em mulheres, representando cerca de 5,6% e 3,3% dos casos oncológicos nestes grupos ([estimativas do INCA](https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/)). Na prática, isso significa algo que vejo com certa frequência no consultório: pessoas chegando cada vez mais preocupadas com sintomas persistentes. Aproximadamente 90 a 95% dos tumores malignos gástricos são **adenocarcinomas**, tipo que se origina das células glandulares do estômago. Homens entre 60 e 70 anos formam o principal grupo afetado. Em menor número, há também **linfomas gástricos**, **sarcomas** e **tumores carcinoides**. Embora raros, esses últimos exigem atenção similar. ### Quais são os sintomas mais comuns? Muitos pacientes chegam ao consultório relatando desconfortos vagos, frequentemente confundidos com gastrite ou úlcera. Isso é compreensível. Os sintomas iniciais são, de fato, inespecíficos e podem ser sutis, dificultando o reconhecimento precoce. - Dor ou desconforto na região superior do abdômen (epigástrio) - Perda de apetite, especialmente se repentina - Refluxo ou azia persistente - Sensação de indigestão ou “estômago pesado” após pequenas quantidades de comida - Perda de peso sem causa aparente - Náuseas e, às vezes, vômitos (com ou sem sangue) - Presença de sangue nas fezes (deixando-as escuras e com odor forte) - Desconforto abdominal que não melhora com remédios comuns - Fadiga constante, mesmo em repouso **Esses sinais devem ser observados com atenção – principalmente se persistirem por mais de duas semanas**. Muitas vezes, escuto relatos como “achei que fosse só uma má digestão” ou “pensei que era stress”, mas quando os sintomas não passam, a investigação precisa ser aprofundada. Já em fases mais avançadas, podem surgir sinais menos comuns, mas importantes: - Massa palpável na parte superior do abdômen - Nódulos endurecidos ao redor do umbigo (nódulo de Sister Mary Joseph) - Íngua palpável no pescoço (supraclavicular) É fundamental entender que **a persistência dos sintomas é mais preocupante do que a intensidade deles**. Por isso, sempre incentivo buscar avaliação médica o quanto antes. > Sintomas persistentes merecem investigação. ### O que pode aumentar o risco? Conforme fui atendendo ao longo dos anos, percebi o quanto fatores do dia a dia interferem nos riscos de desenvolver câncer gástrico. Estudos e informações de órgãos de saúde confirmam o que vejo na prática. Os principais fatores de risco são: - Consumo frequente de álcool, especialmente se associado ao cigarro - Histórico de cirurgias no estômago por motivos não oncológicos - Dieta rica em sal e alimentos processados ou embutidos - Ingestão de água com alto teor de nitrato - Infecção prévia ou persistente por _Helicobacter pylori_ - Anemia perniciosa - Gastrite atrófica ou metaplasia intestinal - Histórico familiar de câncer gástrico - Exposição ocupacional à radiação ionizante ou a compostos químicos carcinogênicos - Sobrepeso e obesidade Segundo um comunicado da [Secretaria de Saúde do Espírito Santo](https://saude.es.gov.br/Not%C3%ADcia/dia-do-combate-ao-cancer-de-estomago), homens são mais acometidos pelo câncer de estômago, especialmente aqueles que reúnem múltiplos fatores de risco. Eu sempre alerto: **pequenas mudanças nos hábitos podem fazer grande diferença ao longo do tempo**. ### Como prevenir o câncer de estômago? Com base nas evidências científicas e no que acompanho diariamente, algumas orientações podem ajudar a reduzir o risco: - Evitar o uso excessivo de sal no preparo dos alimentos - Reduzir ou eliminar o consumo de bebidas alcoólicas - Não fumar - Priorizar alimentos frescos e naturais, limitando os industrializados e embutidos - Manter o peso corporal adequado - Tratar infecções por _Helicobacter pylori_ quando identificadas - Usar equipamentos de proteção individual corretamente em ambientes de risco ocupacional - Realizar acompanhamento regular conforme recomendação médica, especialmente se houver casos na família Vejo que ações de prevenção ajudam não só a evitar a doença, mas também melhoram a qualidade de vida em geral. Mudanças simples podem transformar o futuro. ![Médica fazendo atendimento a paciente em consultório](/uploads/blog/cancer-de-estomago-sintomas-fatores-de-risco-e-prevencao-1.webp) ### Por que o diagnóstico precoce faz toda a diferença? Quanto mais cedo o câncer de estômago é identificado, maiores as chances de cura e menor a necessidade de tratamentos invasivos. Eu sempre digo: **só um especialista pode diferenciar câncer de outros problemas do estômago**. O diagnóstico começa com uma boa anamnese (histórico detalhado dos sintomas) e exame físico no consultório. Em seguida, exames laboratoriais e de imagem são importantes para descartar outras hipóteses e buscar sinais de tumor. Mas há dois exames fundamentais: - **Endoscopia digestiva alta:** permite observar diretamente a mucosa do estômago e identificar lesões suspeitas. Sempre recomendo biópsia de qualquer alteração encontrada. - Biópsia: Coletar pequenos fragmentos da lesão é o único método para confirmar o diagnóstico, através do exame anatomopatológico. Caso haja confirmação do câncer, o passo seguinte é definir a extensão da doença, usando métodos como ultrassonografia endoscópica (para tumores iniciais) ou tomografia computadorizada (para casos mais avançados). Para quem deseja entender melhor sobre exames diagnósticos em oncologia, recomendo também acessar a categoria de diagnóstico do nosso blog. > Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura. ### Como é feito o tratamento? Outro ponto importante é decidir, junto à equipe multidisciplinar, o melhor caminho para tratar o câncer de estômago. Na imensa maioria dos casos que acompanho, a cirurgia costuma ser a primeira escolha, buscando remover totalmente o tumor. Dependendo da extensão, podem ser necessárias ressecções mais amplas, retirada de linfonodos e, em alguns casos, associação com quimioterapia ou radioterapia. ![Equipe de cirurgia oncológica realizando operação](/uploads/blog/cancer-de-estomago-sintomas-fatores-de-risco-e-prevencao-2.webp) A equipe médica acompanha o paciente não apenas na cirurgia, mas também no pós-operatório e no seguimento para prevenção de recidivas. Explico sempre que o acompanhamento oncológico é fundamental em todas as fases da luta contra o câncer. ### Orientações finais e apoio ao paciente Durante todo o processo, reforço: se você apresenta sintomas que não melhoram ou sente que algo está diferente, procure um especialista. [A orientação é clara](https://saude.es.gov.br/Not%C3%ADcia/dia-do-combate-ao-cancer-de-estomago): só um médico experiente pode diferenciar doenças benignas de um possível câncer, especialmente nos casos mais iniciais. **Estou à disposição para tirar dúvidas e orientar quem se sentir inseguro em relação a este tema tão sensível**. Uma escuta atenta pode mudar destinos. ### Câncer de pele: 7 passos essenciais Conheça os fatores de risco, prevenção com proteção solar e autoexame para detectar câncer de pele precocemente. Publicado em 2026-07-14. Link: https://dradayaraoncologia.com.br/blog/cancer-de-pele-7-passos-essenciais-para-prevenir-e-cuidar/ Falar sobre câncer de pele no Brasil é uma necessidade. O sol faz parte da nossa rotina e, por isso, sempre que recebo perguntas sobre **como evitar e cuidar das lesões cutâneas**, vejo que informação é mesmo uma forte aliada. É muito comum escutar dúvidas sobre prevenção, autoexame e particularidades dos diferentes tipos da doença. Foi por isso que decidi reunir neste artigo, com base em estudos científicos e minha vivência, as orientações mais práticas para proteger sua saúde. **O que apresento a seguir são passos concretos e acessíveis, fundamentais para a redução do risco dessa doença tão prevalente.** ### Entendendo o câncer de pele: dados que alertam Antes de detalhar como agir no dia a dia, preciso reforçar os números. Dados recentes apontam que este é, de longe, o tipo mais detectado no país, respondendo por cerca de **30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil** ([notícia do Ministério da Saúde](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2025/fevereiro/cancer-de-pele-representa-30-de-todos-os-tumores-malignos-registrados-no-pais)). Entre 2023 e 2025, serão **mais de 220 mil casos por ano de câncer de pele não melanoma** e cerca de 9 mil **casos de melanoma**, conforme divulgado pelo INCA ([estimativas INCA](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/dezembro/com-a-chegada-do-verao-prevencao-e-fundamental-para-evitar-o-cancer-de-pele)). Se identificada logo no início, a doença tem um índice de cura superior a 90%. Isso é mais um motivo para priorizar a informação e a prevenção. ### Principais fatores de risco: o que realmente aumenta a chance de câncer de pele? - Exposição solar frequente e sem proteção - Pele, olhos e cabelos claros - Histórico familiar de câncer cutâneo - Uso de câmaras de bronzeamento artificial - Idade avançada - Presença de muitas pintas pelo corpo - Imunossupressão (imunidade baixa por doenças ou uso de medicações) Na minha rotina clínica, vejo que muitos subestimam o papel dos radicais livres produzidos pela radiação ultravioleta. Muito mais do que deixar a pele avermelhada, o sol constante danifica o DNA das células cutâneas. Pessoas com pele clara e que queimam facilmente têm ainda menos proteção natural. Já o bronzeamento artificial, apesar de parecer inofensivo, **é fortemente associado ao melanoma – o tipo mais agressivo de câncer de pele**. > Cuidados diários começam pelo reconhecimento de onde o risco está. ### Passo 1: Use protetor solar corretamente, não só no verão Muita gente associa câncer de pele e prevenção ao uso exclusivo do filtro solar, mas fala-se pouco sobre o modo correto de aplicação. Protetor deve ser aplicado diariamente, **mesmo em dias nublados ou dentro do carro** – os raios UVA atravessam vidros! - Aplique o equivalente a uma colher de chá cheia para rosto, pescoço e orelhas - Para o corpo, utilize duas colheres de sopa generosas para garantir proteção - Reaplique a cada duas horas, especialmente após suor intenso, contato com água ou secar-se com toalha - Escolha fatores de proteção solar (FPS) de no mínimo 30 para adultos e 50 para crianças ou peles mais claras Ao longo dos anos, percebi que a maior dificuldade das pessoas é lembrar de reaplicar o filtro durante o dia. Já recebi relatos de quem “esqueceu” em dias nublados ou frios, o que é um equívoco. A dica que costumo dar é: **mantenha o protetor junto a itens de uso cotidiano, como escova de cabelo ou lancheira das crianças**. Isso facilita a memória da reaplicação e minimiza o risco. ### Passo 2: Invista nas barreiras físicas: roupas, chapéus, óculos A proteção física é tão relevante quanto o uso de protetor solar. Na prática, gosto de orientar escolhas simples: - Prefira roupas de algodão de manga longa ou tecidos com proteção UV - Chapéus de aba larga garantem maior sombra ao rosto, pescoço e orelhas - Óculos escuros com proteção UV resguardam os olhos e pele das pálpebras - Sombrinhas ou guarda-sóis próprios para bloquear radiação ultravioleta são ótimos aliados Pessoas com histórico familiar ou grande número de pintas devem reforçar ainda mais o uso dessas barreiras. Já presenciei famílias inteiras adotando chapéus coloridos nas férias, tornando o cuidado uma parte leve e divertida do convívio. ![Médica demonstrando uso de roupas, chapéu de aba larga e óculos escuros como barreiras físicas contra o sol](/uploads/blog/cancer-de-pele-7-passos-essenciais-para-prevenir-e-cuidar-1.webp) ### Passo 3: Evite exposição solar entre 10h e 16h Falo com experiência: o intervalo das 10h às 16h concentra o pico de emissão de radiação UVB, essa faixa é comprovadamente a mais agressiva para a pele. Sempre que possível, oriento modificar horários de lazer, caminhadas e atividades ao ar livre para antes ou depois desse período. Em situações inadiáveis, redobre a proteção com acessórios e protetores. Procure ficar em locais sombreados e jamais subestime o potencial de dano acumulativo do sol. Já atendi pacientes que, após anos cuidando da pele, relaxaram na proteção em poucas ocasiões e, infelizmente, desenvolveram lesões suspeitas. > É melhor mudar o horário do que arcar com consequências a longo prazo. ### Passo 4: Observe sua pele e siga a regra do ABCDE nas pintas e manchas Autoavaliação é um tema que sempre reforço em atendimentos. **O autoexame é capaz de salvar vidas** porque permite o reconhecimento de alterações logo no início. Para ajudar na investigação, existe o famoso **método do ABCDE** para análise das características das pintas e manchas: - **A – Assimetria**: metade da lesão tem formato diferente da outra - **B – Bordas irregulares**: contorno mal definido, com recortes ou relevos - **C – Cor variável**: presença de mais de uma tonalidade (preto, marrom, vermelho ou azul) - **D – Diâmetro**: manchas maiores que 6 mm (tamanho de uma borracha de lápis) - **E – Evolução**: lesão crescendo, mudando de cor, forma ou provocando sintomas, como coceira ou sangramento Ao notar qualquer alteração, procure atendimento médico. Explico sempre que nem toda pinta diferente será câncer, mas a avaliação profissional é indispensável. ### Passo 5: Realize o autoexame e visite o dermatologista com regularidade Muitos subestimam o poder da observação cotidiana. O ideal é reservar um momento, uma vez por mês, para analisar toda a pele, inclusive couro cabeludo, unhas, entre os dedos, axilas, plantas dos pés e região genital. Espelhos podem ajudar nesse processo. Em minha prática clínica, noto que pacientes atentos costumam detectar precocemente sinais do câncer cutâneo e, assim, chegam ao consultório com maior chance de tratamento menos invasivo. **Consultas periódicas com o dermatologista permitem uma avaliação completa, com dermatoscopia e, se necessário, biópsia de lesões suspeitas**. Se você deseja saber mais sobre o que observar e quando suspeitar de sinais, há informações detalhadas em [como identificar sinais de alerta de câncer de pele](/blog/cancer-de-pele-sinais-tipos-como-se-proteger-dezembro-laranja/). ### Passo 6: Conheça as diferenças entre melanoma e câncer de pele não melanoma Entre os diagnósticos, dois grandes grupos merecem atenção: - **Não melanoma** (carcinoma basocelular e espinocelular): costuma apresentar lesões arredondadas, avermelhadas, nacaradas ou feridas que não cicatrizam. Tem evolução lenta e, quando tratado cedo, praticamente sempre é curado. Estão entre os tipos mais comuns no país. - **Melanoma**: é raro, porém mais perigoso por crescer rapidamente e se espalhar para outros órgãos. **Melanoma aparece geralmente como uma pinta assimétrica, escura e que se modifica rapidamente**. O tratamento pode envolver cirurgia, técnicas inovadoras e, nos casos mais avançados, imunoterapia e medicações específicas, como abordado em [cirurgia oncológica do câncer de pele](/blog/cirurgia-oncologica-cancer-de-pele-tecnicas-sucesso-cuidados/). A detecção precoce é o maior diferencial para ambos os tipos. O prognóstico depende da rapidez para iniciar o cuidado adequado, reforçando a necessidade da atenção aos sinais. > Lesão detectada cedo é, na maioria dos casos, sinônimo de cura. ![Dermatologista examinando a pele de uma paciente, observando uma pinta no braço](/uploads/blog/cancer-de-pele-7-passos-essenciais-para-prevenir-e-cuidar-2.webp) ### Passo 7: Adote um estilo de vida consciente e divulgue campanhas de prevenção Prevenção vai além do cuidado individual. Incentivar conversas sobre o tema em casa, no trabalho e nas escolas faz diferença real na saúde coletiva. Desde o início da campanha “Dezembro Laranja”, promovida anualmente, vejo um avanço expressivo no engajamento das pessoas na proteção solar ([conforme divulgado na campanha Dezembro Laranja](https://www.saude.pr.gov.br/Noticia/Dezembro-Laranja-marca-o-mes-de-prevencao-ao-cancer-de-pele)). - Evite bronzeamento artificial, por mais tentador que pareça durante as férias - Converse com amigos e familiares sobre sinais suspeitos na pele - Programe cuidados para toda a família, não apenas para quem já teve lesão - Informe-se em fontes seguras e busque atualização periódica com profissionais da saúde Há muitos recursos e materiais valiosos sobre o tema, inclusive abordando outros aspectos do diagnóstico em categoria de diagnóstico em oncologia e cuidados pós-operatórios em acompanhamento pós-operatório. Gosto de reforçar que informação é o primeiro passo para quebrar tabus e atualizar hábitos de todas as gerações. ### O que muda quando você previne: resultados e cuidados a longo prazo Uma jornada de prevenção é formada por pequenas ações cotidianas, cada uma contribuindo para a redução do risco de câncer cutâneo. Em minha trajetória, vi pessoas mudarem o destino simplesmente por adotarem hábitos saudáveis e por observarem de perto a própria pele. Os desfechos são melhores para quem inicia os cuidados o quanto antes. A propósito, tratamento bem conduzido costuma preservar não só a saúde, mas também a autoestima e a qualidade de vida. Destaco que existem técnicas cirúrgicas e acompanhamentos modernos que aprimoram ainda mais os resultados, principalmente quando associados à prevenção sólida. > Prevenir é a escolha mais simples e inteligente diante de um desafio tão frequente. ### Câncer de pele: sinais e como se proteger Conheça os sinais do câncer de pele, tipos mais comuns e dicas práticas para proteção na campanha Dezembro Laranja. Publicado em 2026-07-14. Link: https://dradayaraoncologia.com.br/blog/cancer-de-pele-sinais-tipos-como-se-proteger-dezembro-laranja/ Quando chega dezembro, não penso apenas em férias ou festas. Para mim, Dezembro Laranja é um lembrete de que **cuidar da pele vai muito além da estética: é uma questão de saúde e prevenção de câncer**. Esse é o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), e merece nossa atenção. Sem dúvidas, proteger a pele é um verdadeiro ato de amor-próprio. ### O que é câncer de pele? O câncer de pele acontece quando células cutâneas passam a se multiplicar de forma desordenada e desenfreada. Essa transformação pode dar origem a diversos tipos de tumor, como carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular ou melanoma. O mais intrigante é perceber que, muitas vezes, essa doença silenciosa começa com uma pequena alteração aparentemente inofensiva na pele. Os sintomas mais comuns são: - Manchas que coçam, descamam ou sangram; - Pintas ou sinais que mudam de tamanho, formato ou cor; - Feridas que não cicatrizam após alguns dias; - Lesões persistentes acompanhadas de inchaço ou dor local. > Um novo sinal pode ser o primeiro aviso. Não ignore mudanças na sua pele. Em minhas pesquisas, observei que muitas pessoas demoram a procurar ajuda diante dessas alterações, acreditando que são coisas simples. E, infelizmente, essa demora pode custar caro. ### Dados sobre o câncer de pele no Brasil O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, somando todos os tipos de câncer de pele, mais de **185 mil novos casos surgem por ano no Brasil**. Esse número realmente impressiona, pois representa cerca de 30% de todos os tumores malignos no país. Ao redor do mundo, trata-se também do câncer mais diagnosticado. Já vi de perto o impacto dessa realidade no consultório e em relatos de profissionais de diferentes regiões. ### Principais tipos de câncer de pele Quando falamos de câncer de pele, é importante diferenciar os tipos: - **Câncer de pele não melanoma:** Aqui se encontram os tumores mais frequentes e menos agressivos, porém, se não tratados a tempo, podem causar mutilações e comprometer funções importantes do corpo. * **Carcinoma basocelular (CBC):** Responde por aproximadamente 80% dos casos de não melanoma. Costuma crescer devagar e raramente causa metástase. * **Carcinoma espinocelular (CEC):** Segundo em frequência, esse tipo pode ser um pouco mais agressivo e tem maior risco de disseminação. * **Tipos raros:** Citando rapidamente, podemos encontrar outros tumores como carcinoma de células de Merkel, linfoma cutâneo, tumores anexiais e sarcoma de Kaposi. - **Melanoma:** Representa apenas 4% dos cânceres de pele, porém é o mais perigoso. Origina-se nos melanócitos, pode afetar tanto a pele quanto mucosas, e apresenta grande potencial de se espalhar para outros órgãos. **O diagnóstico precoce faz toda a diferença na possibilidade de cura**; quando descoberto cedo, a retirada cirúrgica pode ser simples e muito eficaz. Mas, se há demora, as chances de cura caem bastante. Entre todos esses tipos, fica nítido para mim: detectar e tratar cedo é sempre o melhor caminho. ![Dermatologista examinando mancha suspeita na pele de paciente](/uploads/blog/cancer-de-pele-sinais-tipos-como-se-proteger-dezembro-laranja-1.webp) ### Fatores de risco para o câncer de pele Já percebi como muita gente associa câncer de pele apenas ao envelhecimento ou queimaduras de sol na infância. A verdade é que o principal fator de risco, de acordo com evidências de órgãos como o INCA e publicações do NEJM, é a exposição frequente e sem proteção à radiação solar ultravioleta (UVA e UVB). Mas existem outros aspectos que devem ser considerados: - **Pele clara:** Pessoas de pele, olhos e cabelos claros são mais sensíveis à ação dos raios solares. - **Idade acima de 40 anos:** A incidência aumenta com o passar dos anos, embora jovens também possam ser acometidos. - **Histórico familiar:** Ter parentes que já tiveram melanoma aumenta muito o risco. - **Imunossuprimidos:** Quem tem sistema imunológico enfraquecido (por transplantes, doenças crônicas, etc.) está mais vulnerável. - **Exposição ocupacional:** Profissionais que trabalham ao ar livre precisam de ainda mais atenção. Nunca subestimo os riscos para jovens adultos. Tanto é que já trouxe esse tema em artigos sobre [câncer em jovens](/blog/cancer-em-jovens-10-fatos-que-medicos-querem-que-voce-saiba/), mostrando que ninguém está imune. ### Como prevenir o câncer de pele? Ouço com frequência pessoas falando que não há “nada a fazer” para evitar o câncer de pele. Não concordo. Existem sim formas de proteção pautadas por ciência e recomendadas por sociedades como a SBCO. Os principais cuidados incluem: - Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, quando os raios UV são mais intensos; - Usar filtro solar diariamente, reaplicando a cada 2 horas ou após contato com água; - Usar chapéus de abas largas, óculos escuros e roupas com proteção UV; - Preferir ambientes sombreados, especialmente em atividades ao ar livre; - Observar a própria pele e buscar avaliação médica sempre que notar alterações suspeitas; - Realizar consultas periódicas com dermatologista para exames preventivos. > Há maneiras simples e eficazes de reduzir os riscos do câncer de pele. Neste conteúdo sobre diagnóstico em oncologia, já ressaltei como a vigilância e o hábito de examinar a pele ajudam no diagnóstico precoce. Esse é o verdadeiro espírito do Dezembro Laranja. ### Tratamento: agir cedo faz diferença Na minha experiência, **quanto mais cedo a detecção, mais prático e seguro é o tratamento do câncer de pele**. Nos carcinomas não melanoma, a cirurgia para remoção completa da lesão é a escolha principal. Dependendo do caso, é possível associar: - Radioterapia, para tumores mais avançados; - Terapia fotodinâmica, indicada para lesões precursoras ou superficiais; - Criocirurgia (congelamento das células doentes); - Imunoterapia tópica (aplicação local de medicamentos). Para o melanoma, o tratamento baseia-se em cirurgia oncológica especializada, podendo envolver também quimioterapia, radioterapia e novas imunoterapias. Tudo depende do estágio da doença. O trabalho conjunto entre múltiplos profissionais faz toda a diferença no planejamento da melhor abordagem. ![Equipe médica multidisciplinar discutindo tratamento](/uploads/blog/cancer-de-pele-sinais-tipos-como-se-proteger-dezembro-laranja-2.webp) Valorizar o cirurgião oncológico nesse contexto é fundamental: ele avalia riscos, define estratégias e atua lado a lado de oncologistas clínicos, radioterapeutas e outros especialistas. O paciente nunca caminha sozinho. Se quiser entender mais, recomendo acessar conteúdos sobre oncologia, onde trato de outros tipos de câncer e da jornada completa de cuidados. ### Dezembro Laranja e o compromisso com a informação Eu costumo trazer ao longo do ano temas como [prevenção do câncer de mama](/blog/outubro-rosa-deteccao-precoce-prevencao-cancer-mama/) e [prevenção do câncer de próstata](/blog/novembro-azul-prevencao-diagnostico-cancer-prostata/). Dezembro Laranja entra nesse calendário, lembrando que o sol, tão presente no nosso cotidiano, exige respeito. Ninguém precisa abrir mão de aproveitar a vida ao ar livre, mas não deve esquecer de se proteger. ### Informação é proteção Sempre acreditei que, quanto mais aprendemos sobre saúde, mais cuidamos de nós mesmos e das pessoas ao nosso redor. O Dezembro Laranja me traz essa certeza: **prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de pele são possíveis**. Adote hábitos seguros, fique atento aos sinais do seu corpo e compartilhe conhecimento. > Pequenas atitudes mudam o prognóstico de vidas inteiras. Que neste dezembro, juntos, possamos reforçar a importância do autocuidado. E que a busca pela saúde comece com um simples olhar carinhoso para a sua pele. ### Câncer em Jovens: a nova face do câncer Conheça os fatores do aumento de câncer em jovens, diagnóstico, mutações genéticas e desafios no tratamento cirúrgico. Publicado em 2026-07-14. Link: https://dradayaraoncologia.com.br/blog/cancer-em-jovens-10-fatos-que-medicos-querem-que-voce-saiba/ Nas últimas décadas observa-se um aumento preocupante no número de casos de câncer entre adultos jovens (menos de 50 anos). Estudos conduzidos nos EUA indicam que a incidência de alguns tipos de câncer nessa faixa etária vem subindo, enquanto nas faixas mais velhas ela declina.  > Segundo relatos de especialistas como Y. Nancy You, a idade média dos diagnósticos caiu nos Estados Unidos de 72 para 67 anos nos últimos anos. E tem mais: não é só o câncer colorretal que está crescendo em pessoas jovens. Já acompanhei estudos mostrando que tipos como **mama, útero, rim**, entre vários outros, também aumentaram, especialmente em pessoas de 20 a 29 anos. - Quase 10% dos novos casos globais de câncer colorretal ocorrem em menores de 50 anos. - Em 27 de 50 países avaliados, notou-se crescimento desse tipo de câncer (American Cancer Society). - Até em faixas acima dos 50 anos, diagnósticos de vários desses cânceres estão subindo, o que me faz pensar que o fenômeno não limita-se apenas aos mais jovens. ![Pessoa jovem em consulta médica com expressão preocupada, médica revisando exames](/uploads/blog/cancer-em-jovens-10-fatos-que-medicos-querem-que-voce-saiba-1.webp) ### Mudanças recentes: por que isso está acontecendo? **Parece ser um conjunto de fatores ligados a hábitos, ambiente e talvez até à história das últimas gerações, ou seja, multifatorial.** Isso pode estar relacionado ao famoso “efeito coorte de nascimento”: pessoas nascidas a partir dos anos 1950 teriam sido expostas, ao longo da vida, a mudanças ambientais e de estilo que podem ter acelerado o risco de câncer. Teorias não faltam. - Obesidade e sedentarismo - Consumo excessivo de álcool - Exposição a microplásticos - Mudanças no microbioma (bactérias do corpo) O Instituto Nacional de Câncer [reforça esse conjunto de riscos](https://www.inca.gov.br/assuntos/cancer-em-jovens). ### Esses cânceres são diferentes biologicamente? **O Memorial Sloan Kettering aponta que quase 20% dos cânceres em menores de 35 envolvem mutações hereditárias como BRCA ou genes de Lynch**, mas essas mutações explicam só uma fração dos casos. Há discussões sobre mais agressividade em tumores dos jovens: localização mais frequente no cólon esquerdo e reto, tipos histológicos mais agressivos, crescimento dos óbitos por câncer colorretal, uterino e testicular entre menores de 50 anos, mesmo com a mortalidade total por câncer estável. Eu, pessoalmente, já observei quadros assim na prática. ### Dificuldade no diagnóstico: sintomas ignorados e atrasos Muitos jovens, seja por formação, rotina ou simples negação, adiam consultas. Não raro, acabam descobrindo a doença em fases mais avançadas. Fique atento a sintomas, como: - Sangramento retal - Dor abdominal persistente - Diarreia que não melhora - Anemia ferropriva inexplicada > Não ignore sinais incomuns. Testes genéticos são fundamentais, principalmente para detectar síndrome de Lynch. Pacientes com essa mutação respondem bem à imunoterapia com medicamentos como nivolumabe e ipilimumabe. Por isso, nossa rotina clínica mudou: não se tira mais o câncer do radar só pela idade do paciente. ### Rede de apoio emocional é insubstituível Um diagnóstico de câncer nesta fase da vida é um processo emocionalmente desafiador. Eu sempre incentivo a busca por suporte, redes de apoio e informações confiáveis. A troca de experiências ajuda a encarar o tratamento e pensar em caminhos. ### Conclusão Na minha visão, **o aumento de câncer em jovens é real, preocupante e envolve muitos fatores difíceis de dissociar**. Precisamos prestar atenção nos sintomas, buscar diagnóstico precoce, valorizar testes genéticos e oferecer suporte. Cada caso traz desafios únicos, mas juntos é possível enfrentar o caminho do tratamento, sem nunca ignorar a humanidade por trás de cada história. ### Perguntas frequentes ### O que é câncer em jovens? **Câncer em jovens refere-se a doenças malignas diagnosticadas em pessoas, geralmente, com menos de 50 anos**. Os tipos mais comuns são colorretal, de mama, útero, rim e testículo. ### Quais são os sintomas mais comuns? Entre os sintomas frequentes estão: sangramento retal, dor abdominal, diarreia persistente, perda de peso sem explicação e anemia ferropriva. **É fundamental observar qualquer alteração incomum e buscar avaliação médica**. ### Como identificar câncer em jovens? A identificação depende da avaliação médica e, muitas vezes, de exames de imagem, laboratoriais e biópsias. Fique atento a sintomas persistentes e procure auxílio profissional prontamente. ### Quais exames devo fazer para prevenir? Não existe um exame único para todos. Para quem tem fatores de risco (história familiar, síndrome de Lynch), pode ser indicada colonoscopia precoce e testes genéticos. Para outros tipos, exames variam conforme sintomas e orientação médica. ### Existe tratamento específico para jovens? **Os tratamentos são individualizados, considerando idade, tipo de tumor, estágio e fatores genéticos**. Muitas vezes, associa-se cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, buscando sempre preservar a qualidade de vida e o futuro do paciente jovem. ### Câncer operável: critérios e exames Critérios e exames para avaliar câncer operável, indicados para cirurgia curativa ou paliativa conforme estágio e risco clínico. Publicado em 2026-07-14. Link: https://dradayaraoncologia.com.br/blog/cancer-operavel-criterios-exames-cirurgia-indicada/ Quando recebo no consultório uma pessoa em busca de solução para um diagnóstico de câncer, uma das dúvidas mais comuns é: **o câncer é operável?** Essa resposta depende de vários fatores e, como alguém que acompanha pacientes em diferentes etapas, vi de perto como a decisão por cirurgia envolve tanto critérios técnicos quanto humanos. ### O que é câncer operável? Entendendo o que torna um câncer operável, percebo que existe muita expectativa. **Câncer operável é aquele em que a remoção cirúrgica do tumor pode trazer chances reais de cura**, principalmente se o diagnóstico for precoce e o tumor estiver restrito ao órgão de origem, sem invadir estruturas vitais ou apresentar metástases distantes. Apesar de, muitas vezes, a cirurgia ter o objetivo de curar, ela também pode ser indicada em casos mais avançados. Nesses momentos, seu papel é aliviar sintomas, como dores, sangramentos ou obstruções, melhorando a qualidade de vida e permitindo que a pessoa volte a atividades simples do dia a dia. > A definição de operabilidade vai além do estágio do tumor: ela leva em conta cada paciente como um todo. ### Critérios para indicação cirúrgica Na minha experiência, a decisão de operar um câncer exige uma avaliação detalhada, tanto do tumor quanto da própria pessoa. Os principais critérios são: - **Tipo histológico do tumor**: Alguns tipos crescem lentamente e são mais localizados, outros são infiltrativos. - **Tamanho do tumor**: Tumores pequenos tendem a ser mais fáceis de retirar completamente. - **Localização**: Se o tumor está em uma área acessível cirurgicamente ou em contato com órgãos vitais. - **Estadiamento**: Avaliação se há ou não disseminação linfonodal ou metastática. - **Condições clínicas do paciente**: Idade, doenças associadas (cardíacas, pulmonares, diabetes), status funcional e expectativa de recuperação. - **Possibilidade de ressecar o tumor com margens livres**: Importante para alcançar cura. Outro aspecto fundamental é entender os riscos envolvidos. Nem sempre um paciente com tumor removível terá indicação para cirurgia se houver alto risco de complicações, algo que avalio com atenção em idosos, pessoas muito debilitadas ou com comorbidades graves. ### Exames essenciais na avaliação do câncer operável O processo de indicação cirúrgica passa obrigatoriamente por um conjunto de exames que, juntos, esclarecem o diagnóstico e o estágio do câncer. Também ajudam a prever possíveis complicações e o comportamento do tumor. Os principais exames que solicito são: - **Exames de sangue**: Incluem marcadores tumorais, hemograma e função de órgãos vitais. - **Exames de imagem**: Radiografias, ultrassons, tomografia computadorizada, ressonância magnética e PET-scan detalham o tamanho, localização e extensão do tumor. - **Biópsia**: Essencial para confirmar o diagnóstico e determinar o tipo do câncer. Muitas vezes esse procedimento é realizado durante endoscopia ou guiado por imagem. - **Exames de urina**: Úteis para avaliar função renal nos tumores urológicos ou para preparação pré-operatória. - **Exames cardiopulmonares**: Radiografia do tórax e eletrocardiograma antes da cirurgia, principalmente em pessoas mais idosas. Considero fundamental explicar de forma clara cada exame solicitado, assim o paciente entende a importância de cada etapa do preparo cirúrgico. ![Mesa com exames de imagem como radiografia, tomografia, ressonância e sangue](/uploads/blog/cancer-operavel-criterios-exames-cirurgia-indicada-1.webp) ### Quando o câncer é considerado inoperável? Há situações em que a cirurgia não é recomendada. Isso pode acontecer se o tumor estiver em local de difícil acesso ou se envolver estruturas tão importantes que a remoção resultaria em grande perda de função ou mesmo risco de vida. Um exemplo: tumores muito próximos do tronco cerebral ou grandes vasos sanguíneos. **Tumores que já apresentam metástase à distância normalmente não são considerados operáveis de forma curativa**. Nesses casos, opta-se por tratamentos como quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia, buscando controlar a doença e oferecer o máximo de conforto. Segundo informações atualizadas sobre câncer no Brasil, o diagnóstico precoce ainda é a principal forma de garantir que um tumor seja operável ([diagnóstico precoce do câncer](https://www.gov.br/ebserh/pt-br/comunicacao/noticias/cancer-diagnostico-precoce-aumenta-chances-de-cura)). ### Cirurgia em câncer metastático: quando é possível? Quando falo sobre metástase, normalmente o objetivo do tratamento muda. Em casos selecionados, como metástases isoladas no fígado ou pulmão, discutir cirurgia com a equipe multidisciplinar pode ser útil. Nesses cenários, o foco não é mais a cura, mas sim estender a sobrevida, preparar o organismo para outros tratamentos ou aliviar sintomas. **A cirurgia paliativa pode permitir que outras modalidades terapêuticas, como quimioterapia, tenham maior efeito, ao reduzir a carga tumoral total**. ### Objetivos da cirurgia oncológica Aprendi que a cirurgia oncológica pode assumir diferentes papéis, variando de acordo com cada caso: - **Curativa:** Quando o tumor é removido completamente em fase inicial, com margens livres de doença. - **Paliativa:** Para aliviar sintomas como compressão de órgãos, obstrução intestinal ou vias biliares, controle de dor ou sangramento. Em geral, a intenção não é curar, mas dar conforto e qualidade de vida. - **Diagnóstica:** Biópsias extensas guiadas por imagem para classificação precisa do tumor e planejamento de terapias. ### Principais técnicas cirúrgicas e inovação A evolução tecnológica tem proporcionado métodos menos invasivos e com recuperação cada vez mais rápida. Sempre que possível, recomendo técnicas minimamente invasivas, como laparoscopia ou cirurgia robótica. Nelas, as incisões são menores, há menos dor, menor risco de infecção e internações mais curtas. Nos casos em que não há essa possibilidade, técnicas convencionais – abertas – ainda são muito seguras e dão bons resultados quando bem indicadas. Para quem deseja aprofundar nesse tema, um excelente artigo sobre [os benefícios da cirurgia minimamente invasiva em oncologia](/blog/cirurgia-minimamente-invasiva-beneficios-oncologia-2025/) mostra os avanços recentes. ![Equipe médica feminina em cirurgia oncológica com monitor laparoscópico ao fundo](/uploads/blog/cancer-operavel-criterios-exames-cirurgia-indicada-2.webp) ### Cuidados após a cirurgia oncológica Já acompanhei muitas histórias de superação no pós-operatório. **A maioria das pessoas se recupera rapidamente, especialmente quando submetidas às técnicas minimamente invasivas**. Mas cada pessoa é única e o cuidado pós-cirúrgico deve ser adaptado à sua necessidade. - Alimentação balanceada, de fácil digestão, conforme orientação médica e nutricional - Hidratação adequada - Mobilidade precoce para evitar complicações tromboembólicas - Uso correto de medicações prescritas - Higiene criteriosa da ferida operatória - Respeito ao repouso e orientações quanto ao retorno de atividades Divido a importância desses cuidados em cada consulta, pois eles fazem toda diferença para uma boa recuperação. ### Indicações cirúrgicas em cânceres comuns Dois dos cânceres mais frequentes no Brasil, que exemplificam bem a tomada de decisão cirúrgica, são o câncer de mama e o de próstata. O câncer de mama, maior causa de câncer em mulheres brasileiras, tem altas taxas de cura com cirurgia em fases iniciais ([estatísticas de câncer de mama](https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama/versao-para-populacao)). Já o câncer de próstata, muito incidência em homens acima de 60 anos, também pode ser tratado com cirurgia, especialmente em estágios localizados ([dados sobre câncer de próstata e idade de risco](https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/prostata/versao-para-populacao)). Destaco que cada tipo de tumor pode exigir abordagens cirúrgicas e planejamentos diferenciados. Expliquei mais sobre essas diferenças na [comparação entre cirurgia oncológica e cirurgia geral](/blog/diferencas-cirurgia-oncologica-cirurgia-geral/). ### Quando procurar um cirurgião oncológico? Se você teve diagnóstico de câncer ou suspeita, minha orientação é buscar avaliação especializada o quanto antes. Mais informações sobre o preparo, expectativa e cuidados com a cirurgia, estão disponíveis em [cirurgia do câncer: o que esperar](/blog/cirurgia-cancer-o-que-esperar/). Sempre aprecio quando as pessoas desejam conhecer a formação do profissional que irá cuidar de sua saúde. Para encontrar um cirurgião oncológico certificado, oriento consultar a **Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)**. Eles mantêm registro de médicos especializados em cirurgia oncológica no Brasil, desde 1988, com formação voltada para diagnóstico, planejamento e execução do tratamento cirúrgico em câncer. > Câncer operável não é só uma questão de técnica, mas também de cuidado, sensibilidade e ciência. A individualidade de cada paciente e o acesso a informações claras fazem toda diferença para o sucesso do tratamento. Por isso, converse sempre com um especialista, busque atualizações e não hesite em tirar dúvidas – a jornada para a cura pode começar pela informação correta. ### Células dormentes: por que o câncer volta Entenda por que células cancerosas dormem e como isso explica recidivas anos depois. Publicado em 2026-07-14. Link: https://dradayaraoncologia.com.br/blog/celulas-dormentes-por-que-o-cancer-pode-voltar-anos-depois/ Imagine viver anos com exames normais após enfrentar um câncer. Alívio. Depois, de repente, o diagnóstico de metástase aparece. Como isso é possível? A ciência tem buscado respostas, e talvez a explicação esteja em células cancerígenas que, mesmo após o tratamento, permanecem escondidas e adormecidas no corpo durante meses, anos ou até décadas. ### O mistério do retorno do câncer Desde meados do século passado, médicos observam casos em que pacientes desenvolvem recidivas e metástases muito tempo depois de considerado curados. Tudo indica que, ainda cedo no processo da doença, algumas células tumorais saem do tumor original, viajam pela corrente sanguínea e se alojam em outros órgãos, mas não começam a crescer imediatamente. Elas entram em uma espécie de sono profundo, quase invisíveis até para métodos diagnósticos modernos. Esse fenômeno, chamado de dormência tumoral, intriga a medicina e gera dúvidas importantes. **Por que, afinal, essas células adormecem? O que faz com que despertem, às vezes após décadas de silêncio?** ![Representação de células dormentes no tecido humano](/uploads/blog/celulas-dormentes-por-que-o-cancer-pode-voltar-anos-depois-1.webp) Segundo **Patricia S. Steeg**, pesquisadora dedicada ao tema, não há uma resposta única. Cada paciente, tipo de tumor e contexto biológico parecem influenciar o comportamento dessas células dormentes ([The force awakens: metastatic dormant cancer cells](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32300189/)). Muitos avanços recentes vêm revelando o quão complexo é esse “esconde-esconde”, especialmente pelo modo como as próprias células se mantêm protegidas e “desaparecem” dos nossos radares. ### O que são células dormentes? **Células dormentes cancerígenas** são aquelas que, após escapar do tumor original, se abrigam em tecidos como pulmão, fígado ou medula óssea e param de se multiplicar de forma significativa. Elas permanecem vivas, mas praticamente imóveis. - **Lentidão extrema**: se dividem pouco ou nada. - **Resistência**: não respondem bem a quimioterapia ou radioterapia, que atuam principalmente em células em divisão rápida. - **Fantasia biológica**: conseguem “disfarçar” sua presença, evitando o reconhecimento pelo sistema imune (processo chamado de _cloaking_, como sugere Li Yang). - **Barreira de defesa**: produzem proteínas protetoras, tornando-se mais resistentes, conforme descreve Frank Cackowski. Tal camuflagem biológica começa a ser desvendada agora, com pesquisas em modelos animais e cultura de tecidos. ### O papel do microambiente Essas células não vivem isoladas. O **microambiente tumoral**, todo o entorno de células normais, sistemas imunes, fibras e vasos sanguíneos, regula a dormência e o eventual “despertar” das células cancerígenas. **Benjamin Izar** mostrou que moléculas de RNA liberadas nesse ambiente podem ativar células até então adormecidas, usando modelos experimentais e ferramentas modernas de sequenciamento. Mas o mecanismo não é igual para todos os cânceres. Como aponta **Brunilde Gril**, as rotas para dormência e ativação variam conforme o órgão onde as células se alojam e o tipo de câncer, criando mais camadas de complexidade para o tratamento. ### Estudos em camundongos: pequenas respostas, grandes perguntas ### O estudo dos pulmões: macrófagos atuam como “guardas” Uma pesquisa conduzida no Albert Einstein College of Medicine, detalhada por **Julio Aguirre-Ghiso**, mostrou que em camundongos com câncer de mama, células do sistema imune presentes nos pulmões, chamadas **macrófagos alveolares**, mantêm as células malignas adormecidas ao secretar a proteína **TGF-β2**. Quando esses macrófagos são retirados do pulmão, as células cancerígenas despertam rapidamente, formando metástases ([Estudo sobre inflamação e despertar de células dormentes](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40901881/)). > O equilíbrio entre dormir e acordar é frágil. No entanto, esse efeito protetor não é universal: varia conforme o estágio da doença e as características do tumor, dificultando o desenvolvimento de estratégias padronizadas. ### Células natural killer: vigilância de longa data na medula óssea Outro experimento, da Universidade de Michigan, focou em **células natural killer** (NK) da medula óssea de camundongos. Essas células conseguiram manter em dormência as células cancerígenas por até metade da vida dos camundongos, o que em humanos poderia equivaler a duas décadas. Os pesquisadores ainda identificaram proteínas-chave, **BACH1** e **SOX2**, como parte do sistema de proteção dessas células. A partir desses achados, a medicina começa a desenhar formas de prevenção e terapia voltadas especialmente ao fenômeno da dormência. ### Barreiras e estratégias para combater as células dormentes - **Eliminação direta:** uma das metas é identificar formas de destruir as células dormentes de forma específica. Um caminho explorado é o medicamento experimental **HC-5404**, que bloqueia sinais necessários à sobrevivência dessas células. Em camundongos, impediu o surgimento de metástases, e já recebeu o selo Fast Track da FDA para acelerar pesquisas em humanos, como destacou Aguirre-Ghiso. - **Prevenção do despertar:** outra estratégia busca impedir que células dormentes sejam “ativadas”. Estudos com **agonistas do caminho STING** mostraram que, quando administrados em camundongos, retardaram ou reduziram o aparecimento de novas metástases, tornando as células dormentes mais suscetíveis à ação do sistema imune, de acordo com Joan Massagué. Tanto sua equipe quanto a de Max Wicha pretendem levar esses achados aos testes clínicos. - **Terapias combinadas:** novas pesquisas sugerem ações integradas, combinando imunoterapia a medicamentos que interferem no microambiente, como discutido em estudos recentes com micrometástases dormentes ([direcionamento de micrometástases dormentes](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26929788/)). ![Interação entre células imunes e células dormentes no microambiente tumoral](/uploads/blog/celulas-dormentes-por-que-o-cancer-pode-voltar-anos-depois-2.webp) ### O que já sabemos, o que ainda falta Diferentes mecanismos de dormência podem atuar **em paralelo ou em sequência**, dependendo do local e do tipo de tumor ([estratégias para células cancerígenas dormentes](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38062251/)). Estudos mostram que inflamações, alterações do ambiente celular, estresse ou outras agressões podem servir como “gatilhos” e despertar células cancerígenas adormecidas ([influência da inflamação em células dormentes](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40901881/)). Apesar do avanço, os detalhes ainda são cercados de incertezas. Como destaca Steeg, manter células dormentes indefinidamente em estado de sono, sem eliminá-las, seria um marco no tratamento do câncer. Os primeiros passos já estão sendo dados, mas evitar a recorrência depende de uma compreensão profunda dessas células e das condições que as despertam ([câncer colorretal e metástases dormentes](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38994146/)). Para os pacientes, isso significa que o acompanhamento após o tratamento, os exames e a busca por terapias inovadoras continuam essenciais. E para pesquisadores, cada detalhe descoberto representa mais uma peça deste quebra-cabeça complexo, que poderá, no futuro, transformar o modo como tratamos o câncer. Se quiser saber mais sobre temas como seguimento oncológico, diagnóstico, oncologia, tratamento e pós-operatório, existe muito conteúdo confiável e atualizado disponível. ### Concluindo As células dormentes são um dos maiores desafios da oncologia moderna. Persistem “adormecidas”, resistem a tratamentos e podem provocar o retorno do câncer muitos anos após a aparente cura. Ainda não existe uma resposta definitiva para o motivo desse fenômeno, mas a ciência tem avançado para desvendar como a dormência se estabelece, como é mantida e o que pode provocar o seu fim. Com novos estudos, terapias inovadoras começam a surgir, trazendo esperança de transformar essa ameaça silenciosa em apenas uma lembrança distante para pacientes e famílias. ### O que esperar de uma cirurgia de câncer Entenda as etapas da cirurgia oncológica, riscos, técnicas e acompanhamento para tratamento cirúrgico do câncer. Publicado em 2026-07-14. Link: https://dradayaraoncologia.com.br/blog/cirurgia-cancer-o-que-esperar/ Receber a notícia de um câncer é aquele momento em que o chão parece escapar dos pés. Ideias correm, perguntas aparecem e até o silêncio pesa. Uma das dúvidas mais comuns envolve a necessidade de passar por uma cirurgia. Afinal, esse procedimento ainda desperta temores e incertezas, mesmo em quem sempre acreditou na medicina. Se esse é o seu caso, ou de alguém próximo, este guia simples vai descomplicar o que esperar dessa etapa. A intenção é bem clara: ajudar a enfrentar a jornada com mais clareza, menos medo e aquela dose de esperança que ninguém pode tirar. ### Primeiros passos: quando o tratamento inclui a cirurgia Normalmente, o primeiro contato com a possibilidade de uma operação acontece logo após a confirmação do diagnóstico. Nem sempre o caminho é direto. Em muitos casos, outros exames e avaliações vão apontar se, quando e de que forma a intervenção será indicada. > A decisão nunca é tomada sozinha. Ao contrário, trata-se de um processo construído por diversos médicos, discutida em reuniões multidisciplinares. Esse reunião é chamada de **tumor board**, e inclui oncologistas, radiologistas, patologistas e, claro, o cirurgião especializado. O objetivo? Escolher o tratamento que se encaixa melhor para aquele perfil de doença, respeitando o contexto do paciente. Durante essa fase, é importante manter um diálogo aberto com a equipe. Apresentar dúvidas e, se possível, registrar orientações importantes. Estar informado faz toda a diferença. ### Preparo pré-operatório: o corpo e a mente em sintonia Antes do dia da cirurgia, uma série de etapas prepara o paciente. Isso começa com avaliações clínicas detalhadas, inclui checagens laboratoriais e pode passar por exames de imagem. Tudo voltado para garantir segurança durante e após o procedimento. - Revisão do histórico de saúde; - Controle de doenças associadas, como diabetes e hipertensão; - Adequação de medicamentos e suspensão de anticoagulantes, se necessário; - Jejum orientado; - Apoio psicológico, sempre que preciso. Nesse momento, o preparo emocional pesa tanto quanto o físico. Às vezes, é nas pequenas conversas que a coragem aparece. E sim, o medo existe. É normal sentir receio. Fique à vontade para manifestar isso para a equipe. Um conselho simples: procure se informar sobre o tipo de cirurgia, o tempo de internação e até como será o pós-operatório. Essas respostas acalmam mais do que se imagina. ![Equipe médica realizando procedimento cirúrgico em sala de operação](/uploads/blog/cirurgia-cancer-o-que-esperar-1.webp) ### O que acontece durante a operação? Cada tipo de câncer pede um método diferente. Algumas remoções são curativas, ou seja, buscam eliminar todo o tumor com margem de segurança. Outras intervenções são chamadas de citorredutoras, quando a retirada é parcial, visando controlar sintomas ou melhorar a resposta de outros tratamentos. Existe ainda o cuidado especial com técnicas minimamente invasivas. Quando possível, a cirurgia laparoscópica ou robótica é adotada para reduzir cortes, dor e tempo de internação. O período na sala de cirurgia depende do procedimento, mas tanto a equipe quanto as tecnologias atuais buscam tornar o processo mais seguro. Durante toda a intervenção, os profissionais avaliam sinais vitais, monitoram sangramento e controlam possíveis intercorrências de perto. > A sala pode parecer fria. Mas ali, existem pessoas dedicadas ao seu melhor. ### Pós-operatório: tempo, paciência e cuidado Ao sair do centro cirúrgico, há uma fase de observação em ambiente controlado, geralmente na recuperação pós-anestésica. Os primeiros dias costumam ser de repouso, com foco em aliviar dor e evitar complicações, como infecções e sangramentos. Por vezes, é frustrante se sentir dependente ou limitado, mas esse cuidado faz parte do processo de restabelecimento. Algumas dicas importantes pós-cirurgia: - Siga à risca as orientações sobre alimentação e movimentação; - Mantenha contato com a equipe para relatar sintomas incomuns; - Priorize a ingestão de líquidos, se liberado, e se atente à higienização; - Não desconsidere sintomas como febre alta, dor intensa ou vermelhidão no local do corte. O tempo de recuperação depende do órgão operado e das condições individuais. Pode levar dias, semanas ou até meses para retornar à rotina habitual. Às vezes, a ansiedade é grande, mas cada corpo tem seu ritmo. Acompanhar essa fase junto a médicos experientes é o melhor caminho para um pós-operatório mais tranquilo. Para saber mais sobre essa etapa, confira a categoria pós-operatório e tire outras dúvidas sobre recuperação. ### Seguindo em frente: acompanhamento e outras terapias Vencer a cirurgia é uma conquista, mas o tratamento do câncer pode incluir outros caminhos. Muitas vezes, quimioterapia, radioterapia ou terapias-alvo são indicadas após o procedimento inicial. Novamente, essas decisões partem de avalições conjuntas, respeitando o contexto e resposta do organismo. O acompanhamento frequente, por meio de consultas periódicas, exames de imagem e avaliações, é um dos pilares para detectar possíveis recaídas e monitorar a qualidade de vida. Algumas pessoas se adaptam rápido, outras precisam de mais tempo. Todas têm espaço de escuta nesse processo. ### Urgências e sinais de alerta Apesar do planejamento, o câncer pode provocar situações inesperadas, como sangramentos, obstruções ou dores súbitas. Nessas horas, o atendimento cirúrgico de urgência se faz presente para estabilizar quadros e melhorar o bem-estar. Ao identificar sintomas incomuns após a operação, não hesite em procurar o serviço que acompanha sua rotina oncológica. É melhor ter precaução do que arriscar uma complicação maior. ![Paciente descansando em leito hospitalar no pós-operatório](/uploads/blog/cirurgia-cancer-o-que-esperar-2.webp) ### Conclusão: cada passo, um avanço Encarar uma cirurgia faz parte da trajetória de muita gente que enfrenta câncer, mas o processo não precisa ser solitário ou tão assustador. Informação de qualidade, empatia e diálogo fazem toda a diferença, desde as primeiras consultas até o acompanhamento pós-operatório. Dê espaço às dúvidas, confie nos profissionais e compartilhe sentimentos. O caminho pode ser incerto, mas cada pequena vitória conta. Se quiser ampliar seu entendimento sobre procedimentos cirúrgicos oncológicos, alternativas de tratamento ou mesmo sobre o universo oncológico em geral, existem fontes seguras de informação para te apoiar em cada etapa. ### Perguntas frequentes sobre cirurgia de câncer ### O que é uma cirurgia de câncer? A cirurgia de câncer consiste em remover o tumor e, se necessário, áreas ao redor afetadas pela doença. Pode ser indicada com objetivo de cura, controle ou alívio dos sintomas. O método varia conforme o tipo e estágio do câncer, podendo empregar técnicas abertas, laparoscópicas ou robóticas. ### Quais os riscos da cirurgia oncológica? Assim como todo procedimento invasivo, há riscos como infecções, sangramento, trombose, reações anestésicas e complicações específicas do órgão operado. A equipe sempre avalia os riscos e benefícios e toma medidas para minimizar essas ocorrências. ### Como é o preparo para a cirurgia? O preparo inclui avaliações clínicas, ajuste de medicamentos, exames laboratoriais e orientações quanto ao jejum. Em alguns casos, pode envolver apoio psicológico e adequação do ambiente familiar para o pós-operatório. ### Quanto tempo dura a recuperação? A recuperação após uma cirurgia oncológica depende do tipo de procedimento e das condições do paciente. Pode variar de poucos dias a semanas, ou mesmo meses. Fatores como idade, outras doenças e extensão da intervenção impactam no tempo de recuperação total. ### Quando procurar um especialista em cirurgia? É indicado buscar um especialista assim que existe suspeita ou confirmação de câncer, para discutir opções cirúrgicas e suas indicações. Também é necessário procurar esse profissional diante de sintomas como dor intensa, sangramento ou sinais de complicação após uma intervenção. ## Produção científica e publicações - SOUZA, G. D.; PEREIRA, E. T.; GONÇALVES, G. G.; SALES, D.; BARCELOS, S. T. A. "Gastrosquise e Onfalocele: Estudo de Casos em Conceptos Nascidos no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC)". In: XXV Congresso Brasileiro de Genética Médica, 2013, Florianópolis. - BERNARDI, P.; FRANCO, M. J.; SOUZA, G. D.; SALES, D.; BARCELOS, S. T. A. "O Aconselhamento Genético na Prática da Medicina Fetal". 2012. ## Locais de Atendimento - Clínica Soma — Rua Menino Deus, 63, Bloco A, 2º andar, sala 209, Centro, Florianópolis, SC 88020-210. Tel: (48) 3223-6072. - Imperial Hospital de Caridade — Rua Menino Deus, 376, Centro, Florianópolis, SC 88020-210. Tel: (48) 3221-7500. - Hospital Baía Sul — Rua Menino Deus, 63, Centro, Florianópolis, SC 88020-210. - Clínica Clinivati — Rua Leoberto Leal, 244, Centro, Tijucas, SC 88200-000. Tel: (48) 3641-2900. ## Perguntas Frequentes **O que esperar da primeira consulta?** Na primeira consulta, a Dra. Dayara realizará uma anamnese completa, revisão de exames anteriores e avaliação clínica. Com base nessa avaliação, serão solicitados exames complementares se necessários e será iniciado o planejamento diagnóstico e terapêutico personalizado. **Quais exames devo levar na consulta?** Recomenda-se levar todos os exames realizados anteriormente — imagens, laboratoriais, anatomopatológicos —, laudos médicos, relatórios de outros especialistas e histórico de medicamentos em uso. **Como é desenvolvido o plano de tratamento?** De forma individualizada, levando em conta o tipo de tumor, estadiamento, condição clínica e preferências do paciente. Casos complexos são discutidos com equipe multidisciplinar (oncologistas clínicos, radioterapeutas, patologistas). **Quais tipos de câncer são tratados cirurgicamente?** Tumores de mama, trato digestivo, pele, tecidos moles e linfonodos, entre outros — cada caso avaliado individualmente. **Como funciona o acompanhamento pós-operatório?** Consultas regulares de retorno, avaliação de cicatrização, manejo de eventuais complicações e monitoramento da evolução oncológica. **A cirurgia é sempre indicada para o tratamento do câncer?** Não necessariamente. Depende do tipo, localização e estadiamento do tumor, além das condições clínicas do paciente. Em muitos casos, o tratamento é combinado com quimioterapia e/ou radioterapia. **Qual a diferença entre oncologista clínico e cirurgião oncológico?** O cirurgião oncológico é o especialista responsável pelo tratamento cirúrgico do câncer — remoção de tumores, biópsias e cirurgias de estadiamento. O oncologista clínico cuida do tratamento medicamentoso (quimioterapia, terapia-alvo, imunoterapia). Atuam de forma complementar, em equipe multidisciplinar. **Quanto tempo dura a recuperação após uma cirurgia oncológica?** Varia conforme o tipo de cirurgia, localização e estadiamento do tumor e as condições clínicas de cada paciente; a estimativa é individualizada, com acompanhamento pós-operatório. **O atendimento é particular ou por convênio?** Para formas de atendimento, convênios e valores, contato pelo WhatsApp: https://wa.me/5548984972808 **Como agendar uma consulta ou segunda opinião?** Pelo WhatsApp https://wa.me/5548984972808, reunindo exames e laudos anteriores previamente. ## Privacidade e Termos de Uso Página completa: https://dradayaraoncologia.com.br/privacidade/ — política de privacidade (LGPD) e termos de uso do site. ## Registro Profissional e Referências - CRM-SC: 21950 — RQE: 28216 (Cirurgia Oncológica), 21709 (Cirurgia Geral). 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