O que é
O fígado é dividido, para fins cirúrgicos, em 8 segmentos independentes (classificação de Couinaud), cada um com sua própria irrigação sanguínea e drenagem biliar. A trissegmentectomia hepática é a remoção de três desses segmentos em um único tempo cirúrgico — uma ressecção hepática ampliada, também chamada de hepatectomia estendida, indicada quando o tumor ocupa uma área que ultrapassa os limites de um lobo hepático isolado.
Indicações
É indicada em tumores hepáticos primários (como o carcinoma hepatocelular) ou em metástases hepáticas de outros tumores (mais comumente do câncer colorretal) que, por seu tamanho ou localização, exigem a remoção de mais tecido hepático do que uma lobectomia isolada permitiria — sempre respeitando o volume mínimo de fígado saudável necessário para manter a função hepática após a cirurgia.
Técnica cirúrgica
- Planejamento por imagem: antes da cirurgia, exames de imagem detalham a anatomia vascular e biliar de cada segmento, e por vezes calculam o volume do fígado remanescente, para confirmar que será suficiente para a função hepática pós-operatória.
- Aberta: ainda a via mais utilizada em ressecções hepáticas ampliadas, dada a complexidade do controle vascular necessário.
- Vídeo-laparoscópica e robótica: cada vez mais empregadas em centros especializados, mesmo em ressecções maiores, quando a anatomia do caso permite controle vascular seguro por via minimamente invasiva.
- Durante o procedimento, o controle cuidadoso do sangramento (por meio de manobras de oclusão vascular temporária, quando necessário) é um dos pontos técnicos centrais, já que o fígado é um órgão muito vascularizado.
Recuperação e cuidados pós-operatórios
O acompanhamento pós-operatório imediato foca na função hepática (por exames de sangue seriados) e na identificação precoce de complicações como coleções ou vazamento biliar. A internação costuma ser mais prolongada do que em ressecções hepáticas menores, dado o maior volume de fígado removido e o tempo necessário para a regeneração do tecido remanescente — o fígado tem uma capacidade natural de regeneração parcial após a ressecção.
Riscos e considerações
Os principais riscos incluem insuficiência hepática pós-operatória (quando o fígado remanescente não é suficiente para a demanda funcional), sangramento, fístula biliar e infecção. O planejamento cirúrgico detalhado — incluindo a avaliação do volume hepático remanescente antes da cirurgia — é o que permite indicar esse tipo de ressecção com segurança.
Ficou com dúvidas sobre o seu caso?
Agende uma consulta com a Dra. Dayara Sales e receba uma avaliação especializada e humanizada, com um plano de cuidado individualizado.