O que é
Ooforectomia é a remoção cirúrgica de um ovário (unilateral) ou de ambos (bilateral). Em oncologia, costuma vir acompanhada da remoção das trompas de Falópio no mesmo tempo cirúrgico (anexectomia/salpingo-ooforectomia), já que trompa e ovário compartilham parte da irrigação e, em alguns tipos de tumor, a própria origem da doença.
Indicações
A principal indicação é o câncer de ovário, isolado ou como parte de uma cirurgia oncológica mais ampla (que pode incluir histerectomia, linfadenectomia e ressecção de implantes peritoneais, dependendo do estadiamento). Também é indicada de forma profilática (redutora de risco) em mulheres com mutações genéticas associadas a alto risco de câncer de ovário, mesmo sem doença confirmada.
Unilateral vs. bilateral
- Ooforectomia unilateral: remoção de um só ovário, considerada quando o tumor está confinado a um lado e a paciente deseja preservar a fertilidade — uma decisão sempre discutida individualmente, ponderando o estadiamento e o desejo reprodutivo.
- Ooforectomia bilateral: remoção de ambos os ovários, indicada quando há doença nos dois lados, alto risco de disseminação, ou em cirurgia profilática — nesse caso, leva à menopausa cirúrgica imediata se a paciente ainda não era menopausada.
Técnica cirúrgica
- Vídeo-laparoscópica: a via mais utilizada atualmente para ooforectomia isolada ou profilática, com pequenas incisões e recuperação mais rápida.
- Robótica: alternativa minimamente invasiva com maior precisão de movimento, útil especialmente quando combinada a outros tempos cirúrgicos pélvicos no mesmo procedimento.
- Aberta (laparotomia): reservada a tumores volumosos, doença mais disseminada na cavidade abdominal, ou quando a cirurgia envolve múltiplas ressecções associadas.
Recuperação e cuidados pós-operatórios
A recuperação de uma ooforectomia isolada por via minimamente invasiva costuma ser rápida — alta em 1 a 2 dias e retorno gradual às atividades em poucas semanas. Quando bilateral em paciente pré-menopausada, o acompanhamento inclui orientação sobre sintomas da menopausa cirúrgica (fogachos, alterações de humor, saúde óssea a longo prazo) e discussão sobre reposição hormonal, quando não contraindicada pelo tipo de tumor tratado.
Riscos e considerações
Os riscos gerais incluem sangramento, infecção e lesão de estruturas próximas (bexiga, ureteres, intestino). A decisão entre preservar ou remover o ovário contralateral, e entre operar de forma isolada ou combinada a outros procedimentos, é sempre individualizada — considerando idade, desejo reprodutivo, estadiamento e risco genético.
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