Equipe cirúrgica realizando ressecção de um lobo do fígado em centro cirúrgico

Este texto trata da lobectomia hepática (remoção de um lobo do fígado). O mesmo termo também é usado em cirurgia torácica, para a remoção de um lobo do pulmão — um procedimento diferente, fora do escopo desta página.

O que é

O fígado é dividido em dois lobos principais (direito e esquerdo), cada um subdividido em segmentos independentes (classificação de Couinaud). A lobectomia hepática é a remoção cirúrgica de um desses lobos por completo — a lobectomia direita e a lobectomia esquerda são os dois tipos mais realizados, com a lobectomia direita sendo a ressecção hepática mais extensa entre as duas, já que o lobo direito corresponde a uma proporção maior do volume total do órgão.

Indicações

É indicada em tumores hepáticos primários (como o carcinoma hepatocelular) ou em metástases hepáticas — mais frequentemente originadas de câncer colorretal — quando o tumor está localizado ou concentrado predominantemente em um dos lobos, exigindo a remoção de todo o lobo para garantir margem cirúrgica adequada.

Técnica cirúrgica

  • Avaliação pré-operatória do volume hepático: antes da cirurgia, exames de imagem estimam o volume do fígado remanescente após a lobectomia, garantindo que será suficiente para manter a função hepática. Em alguns casos, procedimentos prévios de embolização portal são usados para estimular o crescimento do lobo que será preservado.
  • Aberta: a via mais tradicional para lobectomia hepática, especialmente a direita, dado o controle vascular mais complexo exigido.
  • Vídeo-laparoscópica e robótica: cada vez mais utilizadas em centros especializados, com destaque para a lobectomia esquerda, tecnicamente mais acessível por via minimamente invasiva do que a lobectomia direita.
  • O controle da irrigação vascular e da drenagem biliar do lobo a ser removido é o ponto técnico central do procedimento, feito antes da secção do parênquima hepático.

Recuperação e cuidados pós-operatórios

A internação costuma envolver alguns dias em observação mais próxima para monitorar a função hepática por exames de sangue seriados. O fígado remanescente tem capacidade de regeneração parcial ao longo das semanas seguintes, e o acompanhamento clínico e laboratorial nesse período é o que confirma a recuperação adequada da função do órgão.

Riscos e considerações

Os principais riscos incluem insuficiência hepática pós-operatória, sangramento (o fígado é um órgão muito vascularizado), fístula biliar e infecção. O planejamento cuidadoso do volume hepático remanescente antes da cirurgia é o que permite indicar a lobectomia com segurança, especialmente nos casos mais extensos.

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