O que é
A linfadenectomia é a remoção cirúrgica de um ou mais linfonodos (gânglios linfáticos), geralmente de uma cadeia ou região anatômica específica. Na cirurgia oncológica, ela cumpre dois papéis: estadiamento (confirmar se há células tumorais nos linfonodos, o que ajuda a definir a extensão da doença) e terapêutico (remover doença já instalada nesses gânglios).
Indicações
É indicada quando exames de imagem ou a biópsia do linfonodo sentinela sugerem envolvimento linfonodal em tumores de mama, pele (melanoma), tecidos moles ou tumores ginecológicos, entre outros. A extensão da dissecção — de uma cadeia localizada até um esvaziamento regional mais amplo — depende do tipo de tumor primário e do padrão de disseminação linfática esperado para aquele sítio.
Técnica cirúrgica
- Biópsia do linfonodo sentinela: identificação e remoção do primeiro linfonodo que recebe drenagem linfática do tumor, usando marcador radioativo e/ou corante. Se negativo, evita uma dissecção mais extensa e suas morbidades.
- Linfadenectomia regional (esvaziamento): remoção de toda uma cadeia linfonodal (por exemplo, axilar, inguinal ou retroperitoneal), indicada quando já há confirmação de doença linfonodal.
- Abordagens: aberta (incisão direta sobre a cadeia linfonodal) ou minimamente invasiva (vídeo-laparoscópica ou robótica), esta última cada vez mais usada em esvaziamentos pélvicos e retroperitoneais por oferecer melhor visualização em espaços profundos.
Recuperação e cuidados pós-operatórios
O principal cuidado pós-operatório é a prevenção e o manejo do linfedema — acúmulo de líquido linfático na região drenada pelos linfonodos removidos, mais comum em esvaziamentos extensos (axilar, inguinal). Orientações incluem elevação do membro, fisioterapia precoce e, em alguns casos, uso de manga ou meia compressiva. Drenos costumam ser mantidos por alguns dias quando há grande espaço morto cirúrgico.
Riscos e considerações
Além do linfedema, os riscos incluem seroma (acúmulo de líquido não linfático), infecção da ferida operatória e, dependendo da cadeia abordada, lesão de estruturas vasculares ou nervosas próximas. A decisão entre sentinela e esvaziamento completo é sempre individualizada, considerando o tipo de tumor, o estadiamento clínico e a experiência acumulada de estudos sobre cada cenário.
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