O que é
Exérese de tumor de pele é a remoção cirúrgica de uma lesão cutânea suspeita ou já diagnosticada como maligna, incluindo uma margem de tecido saudável ao redor — a extensão dessa margem é definida pelo tipo de tumor (carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular ou melanoma são os mais frequentes) e, no caso do melanoma, principalmente pela espessura da lesão (índice de Breslow). Não existe uma versão “parcial” desse procedimento: a remoção sempre busca retirar a lesão por completo, com margem adequada, para reduzir o risco de recidiva local.
Indicações
É indicada em lesões de pele com diagnóstico confirmado por biópsia (excisional ou incisional) ou com forte suspeita clínica/dermatoscópica de malignidade. A abordagem inicial costuma envolver uma biópsia da lesão para definir o tipo histológico antes de planejar a extensão definitiva da exérese, já que a margem de segurança necessária muda bastante conforme o diagnóstico.
Técnica cirúrgica
- Exérese com margem ampliada: uma vez confirmado o diagnóstico e definido o tipo de tumor, a lesão (ou a cicatriz da biópsia anterior) é removida com a margem de segurança recomendada para aquele tipo e estágio específicos.
- Biópsia do linfonodo sentinela: em melanomas a partir de determinada espessura (geralmente ≥0,8 mm) ou com outros fatores de risco, o linfonodo sentinela (o primeiro a receber a drenagem linfática da região) é identificado e removido no mesmo tempo cirúrgico, para avaliar se já existe disseminação inicial.
- Reconstrução: dependendo do tamanho da área resultante e de sua localização, o fechamento pode ser direto (sutura simples), por rotação de retalho local ou, em defeitos maiores, por enxerto de pele — a escolha é feita em conjunto com a equipe de cirurgia plástica quando necessário.
- Grande parte dessas cirurgias é realizada sob anestesia local ou locorregional, em regime ambulatorial ou com internação muito curta — exceto quando há biópsia de linfonodo sentinela ou reconstrução mais complexa associada.
Recuperação e cuidados pós-operatórios
A recuperação costuma ser rápida na maioria dos casos, com cuidados locais com a ferida operatória e retorno às atividades habituais em poucos dias. Quando há biópsia de linfonodo sentinela ou reconstrução com retalho/enxerto, o acompanhamento é um pouco mais próximo, mas ainda assim com baixo impacto funcional na maior parte dos casos. O acompanhamento dermatológico e oncológico continua no longo prazo, com exames periódicos para identificar precocemente uma eventual recidiva ou nova lesão.
Riscos e considerações
Os riscos incluem sangramento, infecção da ferida operatória e, quando há reconstrução, complicações relacionadas à cicatrização do retalho ou enxerto. Margem cirúrgica insuficiente pode exigir uma reoperação para ampliação, por isso o planejamento pré-operatório (incluindo o resultado da biópsia inicial) é o que define a extensão adequada desde a primeira cirurgia sempre que possível.
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