O que é
Colecistectomia é a remoção cirúrgica completa da vesícula biliar, o pequeno órgão localizado sob o fígado responsável por armazenar e concentrar a bile. Diferente de outros órgãos abordados nesta série, a vesícula biliar não tem uma versão “parcial” da cirurgia — a remoção é sempre do órgão inteiro, já que não há como preservar parte da vesícula com segurança funcional.
Indicações
Em oncologia, a colecistectomia é indicada no tratamento do câncer de vesícula biliar — muitas vezes descoberto de forma incidental durante uma colecistectomia realizada por outro motivo (como pedras na vesícula), o que pode exigir uma reoperação para ampliar a ressecção e incluir margem hepática e linfonodos, conforme o estadiamento encontrado no exame da peça cirúrgica.
Técnica cirúrgica
- Vídeo-laparoscópica: a via padrão atual para colecistectomia, com quatro pequenas incisões no abdome — recuperação rápida e baixo índice de complicações quando realizada por equipe experiente.
- Robótica: alternativa minimamente invasiva com maior articulação dos instrumentos, com resultados clínicos comparáveis à via laparoscópica convencional.
- Aberta (laparotomia): reservada a casos de maior complexidade, quando já existe suspeita ou confirmação de câncer de vesícula, o que costuma exigir também a ressecção de parte do fígado adjacente e de linfonodos regionais — uma cirurgia bem mais ampla do que a colecistectomia simples.
Recuperação e cuidados pós-operatórios
Quando realizada por via minimamente invasiva e de forma isolada, a recuperação costuma ser rápida — alta hospitalar em até 24 horas e retorno às atividades habituais em poucos dias. Quando a cirurgia é ampliada por confirmação de câncer (incluindo ressecção hepática e linfonodal), a recuperação segue o padrão de uma cirurgia hepatobiliar de maior porte, com internação mais prolongada.
Riscos e considerações
Os riscos específicos incluem lesão da via biliar (dos ductos que conduzem a bile até o intestino), sangramento e infecção. Quando há suspeita pré-operatória de câncer de vesícula — por exames de imagem ou biópsia prévia —, o planejamento cirúrgico já é feito considerando a possível necessidade de ampliar a ressecção, evitando um segundo tempo cirúrgico sempre que possível.
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