O que é
A ampliação de margem é a reoperação realizada após o diagnóstico de melanoma ser confirmado por uma biópsia excisional inicial — geralmente feita com margem estreita, suficiente apenas para o diagnóstico. Uma vez conhecida a espessura do tumor (índice de Breslow) e demais características da peça, uma segunda cirurgia amplia a margem de pele e tecido ao redor da cicatriz da biópsia, conforme protocolos oncológicos estabelecidos para cada espessura, reduzindo o risco de recidiva local.
Indicações
É indicada sempre que o resultado anatomopatológico da biópsia excisional confirma o diagnóstico de melanoma, independentemente da margem obtida na biópsia inicial — a ampliação faz parte do tratamento padrão da doença, não apenas de casos com margem comprometida. A extensão exata da ampliação varia conforme a espessura do tumor e outras características histológicas, sempre definida a partir do laudo da biópsia.
Técnica cirúrgica
- Reexcisão da cicatriz: remoção de uma nova elipse de pele e tecido subcutâneo ao redor da cicatriz da biópsia anterior, com a margem de segurança definida pelo laudo patológico.
- Biópsia do linfonodo sentinela associada: em melanomas a partir de determinada espessura, a ampliação de margem costuma ser combinada, no mesmo tempo cirúrgico, com a identificação e remoção do linfonodo sentinela para estadiamento.
- Reconstrução: o fechamento pode ser direto, por rotação de retalho local ou, em defeitos maiores, por enxerto de pele, dependendo do tamanho da área resultante e de sua localização.
Recuperação e cuidados pós-operatórios
A recuperação segue o mesmo perfil de uma exérese de pele padrão — geralmente rápida, com cuidados locais com a ferida operatória — sendo um pouco mais prolongada quando há biópsia de linfonodo sentinela ou reconstrução associada. O acompanhamento dermatológico e oncológico continua a longo prazo, com exames periódicos para identificar precocemente uma eventual recidiva ou nova lesão.
Riscos e considerações
Os riscos incluem sangramento, infecção da ferida operatória e, quando há reconstrução, complicações relacionadas à cicatrização do retalho ou enxerto. A definição da conduta após a ampliação de margem — incluindo a eventual necessidade de tratamento complementar não cirúrgico — depende da avaliação conjunta com a equipe de oncologia clínica, considerando o estadiamento final da doença.
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