Novembro Azul: câncer de próstata


Ao chegar o mês de novembro, campanhas ganham força em todo o país para sensibilizar a população masculina sobre a saúde. Não apenas sobre cuidar do corpo, mas reconhecer que o cuidado preventivo pode transformar destinos. Diretamente, o grande tema envolve o câncer de próstata, uma doença que desperta preocupações, tabus e também esperança. De repente, aquela conversa adiada sobre ir ao médico, fazer exames, começa a ganhar espaço nos encontros, nas rodas entre amigos, até em programas de TV. Alguns até franzem o cenho: “exame de toque?!”, questionam. Outros já fizeram e não viram mistério. Mas, por que tudo isso é tão importante?
O movimento chamado Novembro Azul veio para quebrar o silêncio sobre o câncer de próstata, incentivando debates sobre prevenção e diagnóstico. O objetivo não é só alertar, mas educar e motivar homens a buscarem assistência médica regular e adotarem práticas para o bem-estar.
Saúde masculina também merece atenção constante. Segundo levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata responde por quase um terço de todos os diagnósticos de tumores malignos em homens no Brasil. Estima-se que, em 2020, surgiram mais de 65 mil novos casos apenas no país. Boa parte deles poderia ser identificada mais cedo, caso a prevenção e o acesso ao diagnóstico fossem mais frequentes e menos rodeados de preconceitos.
Prevenção e diagnóstico do câncer de próstata passam necessariamente por dois exames: o PSA (antígeno prostático específico) e o toque retal. É possível sentir certo desconforto só de ouvir falar, mas é simples explicar.
O diagnóstico precoce salva vidas. A indicação é simples: a partir dos 50 anos, ou dos 45 para homens com antecedentes familiares, ambos os exames devem ser realizados anualmente, como recomendam especialistas e instituições renomadas, entre elas o próprio INCA.
Todos os homens estão suscetíveis ao câncer de próstata, mas existem alguns fatores que aumentam significativamente o risco, seja por questões biológicas ou de hábitos cotidianos:
O câncer de próstata, em sua fase inicial, quase sempre é silencioso. Isso faz com que muitos ignorem a necessidade de exames preventivos. No entanto, alguns sintomas podem aparecer e exigir atenção:
Pequenas escolhas diárias podem mudar o futuro. A ciência já comprovou que uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, fibras e com menos gordura, além de práticas regulares de atividade física, ajudam na prevenção de tumores, inclusive o de próstata. Esses hábitos também melhoram a saúde como um todo e reduzem outros riscos, como doenças cardiovasculares e diabetes.

Ainda existem resistências, principalmente em relação ao exame de toque retal, muitas vezes marcadas por preconceito ou desconhecimento. O exame não é dolorido, demora poucos segundos, e não muda em nada a masculinidade ou dignidade do homem. O acompanhamento com urologista ou clínico deve ser anual, principalmente após os 40 anos para quem tem fatores de risco. Consultas regulares permitem que qualquer alteração seja percebida rapidamente, aumentando as chances de sucesso no tratamento, caso algum tumor seja diagnosticado.
Quando há confirmação de câncer de próstata, entra em cena o cirurgião oncológico, profissional responsável por orientar sobre as opções cirúrgicas, avaliar se há indicação de retirar o tumor, linfonodos, ou indicar tratamentos combinados. Ele trabalha em conjunto com oncologistas clínicos, radioterapeutas, radiologistas e outros profissionais, formando uma verdadeira força-tarefa para decidir o melhor caminho para cada paciente.
O cuidado é sempre conjunto, nunca isolado. O acompanhamento após o tratamento é igualmente importante: o paciente segue sendo observado de perto, para identificar e combater precocemente qualquer possibilidade de recorrência.
O foco do Novembro Azul é a próstata, mas outros cânceres urológicos, como os de bexiga, rim e testículo —, também afetam os homens. Sintomas como sangue na urina, dores lombares ou caroços nos testículos precisam de atenção e avaliação médica. Adotar os hábitos saudáveis citados e manter o diálogo aberto com os profissionais de saúde ajuda a ampliar a rede de proteção.
O mês de novembro reforça um convite para que homens deixem para trás velhos receios e coloquem a saúde em primeiro lugar. Campanhas para lembrar de exames e de visitas ao médico não são exagero. O câncer de próstata é tratável, principalmente quando descoberto cedo.
O diagnóstico feito no momento certo pode garantir muitos anos de vida. Praticar a prevenção, manter hábitos saudáveis e enfrentar sem receios o acompanhamento médico são gestos de autocuidado, coragem e responsabilidade. A saúde masculina agradece, e julho, agosto, novembro, qualquer mês, pode ser momento de começar.
É uma campanha de conscientização internacional realizada todo mês de novembro para alertar homens sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata e também sobre a saúde do homem de forma geral. O objetivo é romper tabus, incentivar exames regulares e promover debates sobre bem-estar masculino.
Não há uma forma 100% eficaz para evitar a doença, mas um conjunto de hábitos pode diminuir bastante o risco: manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios regularmente, evitar excesso de álcool e tabaco, e controlar o peso corporal. Consultas de rotina e exames, especialmente para quem tem fatores de risco, são essenciais na prevenção e no diagnóstico precoce.
Em fases iniciais geralmente não há sintomas. Quando aparecem, podem incluir dificuldade de urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência para urinar, especialmente à noite, presença de sangue na urina ou desconforto pélvico. Sintomas mais avançados podem indicar doença mais agressiva.
O recomendado é realizar o PSA e o toque retal anualmente a partir dos 50 anos. Para homens com histórico familiar da doença ou de descendência africana, o início pode ser antecipado para os 45 anos. A periodicidade ideal deve ser discutida individualmente com o médico.
Diversos postos de saúde, hospitais públicos e campanhas municipais oferecem exames gratuitos ou orientações durante o mês de novembro. Procure informações na unidade básica de saúde da sua cidade ou junto à secretaria de saúde local. Muitas vezes, as ações são amplamente divulgadas nas mídias regionais durante o período.
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