Cirurgia oncológica no câncer de pele


Ao longo dos anos, tenho acompanhado um número expressivo de pacientes que enfrentaram o diagnóstico de câncer de pele. Falar sobre cirurgia oncológica nesse contexto é quase inevitável: trata-se do método de tratamento mais frequente e geralmente o mais resolutivo para a maioria dos casos. O câncer de pele é disparado o tipo mais comum no Brasil, respondendo por cerca de 30% de todos os tumores malignos cadastrados no país, como relatado por dados do Ministério da Saúde (câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos registrados no país).
Detecção precoce muda destinos.
Cirurgia oncológica no câncer de pele consiste na remoção do tumor e, geralmente, de uma margem de tecido saudável ao redor, para garantir que todas as células cancerígenas sejam eliminadas. Na minha experiência, esta abordagem cirúrgica traz segurança e alto índice de cura, especialmente quando realizada nos estágios iniciais da doença. Quando detectado cedo, mais de 90% dos pacientes ficam livres do câncer apenas com cirurgia, segundo avaliações do Ministério da Saúde (vide dados anteriores). Esse tipo de cirurgia é realizado para tratar tanto os carcinomas basocelulares e espinocelulares, quanto o melanoma. Vale frisar que, no contexto do melanoma, a estratégia cirúrgica é fundamental, mas em estágios mais avançados pode ser combinada com radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia, como aponta o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Já presenciei situações em que a escolha da técnica faz toda a diferença para o resultado do tratamento e para o bem-estar do paciente. Cada caso tem sua particularidade, e as principais técnicas usadas atualmente são:

De acordo com o Ministério da Saúde, praticamente todos os tumores de pele não melanoma, especialmente os carcinomas basocelulares e espinocelulares, têm indicação cirúrgica. No melanoma, a cirurgia é peça-chave, mas pode ser acompanhada de outros métodos nos estágios mais avançados. Em casos em que a cura não é viável, lanço mão da cirurgia com objetivo paliativo, buscando alívio dos sintomas e melhor qualidade de vida.
No consultório, sempre oriento uma preparação cuidadosa. Entre os principais pontos a serem avaliados antes do procedimento cirúrgico, destaco:
A maior parte das cirurgias oncológicas para tumores de pele é simples, feita em ambulatório, sem necessidade de internação. Isso facilita muito o dia a dia do paciente e reduz custos e riscos. Tumores pequenos são removidos em poucos minutos, utilizando anestesia local e técnicas de rápida execução. Mesmo nos procedimentos considerados simples, há riscos, como infecção, deiscência da ferida ou sangramentos. Por isso, busco sempre trabalhar com profissionais experientes e ambiente adequado.

O pós-operatório pode variar conforme a técnica utilizada, mas há cuidados que recomendo em quase todos os casos:
Na minha vivência, a cirurgia oncológica no câncer de pele gera resultados excelentes quando indicada e executada adequadamente. Em tumores iniciais, a expectativa de cura ultrapassa 90%, o que reforça a necessidade de buscar ajuda médica ao notar qualquer lesão suspeita. Em melanomas, alguns casos demandam abordagem combinada, principalmente se o câncer estiver em estágio avançado. Ainda assim, a cirurgia tem papel central, seja por intenção curativa ou para proporcionar conforto ao paciente. Quando atuo em casos paliativos, o objetivo não é mais a cura, mas dar dignidade e menor sofrimento, algo muito valorizado por quem passa por esse cenário.
Costumo sempre reforçar em minhas consultas:
Agende uma consulta com a Dra. Dayara Sales e receba uma avaliação especializada e humanizada, com um plano de cuidado individualizado.