Câncer de estômago: sintomas e prevenção


O câncer de estômago ainda é uma das doenças que mais preocupa a população mundial. No Brasil, seus índices permanecem elevados ano após ano, especialmente entre homens acima dos 60 anos. Nas últimas décadas, notei um aumento na preocupação dos pacientes quando o assunto é dor de estômago e sintomas que parecem não ceder com remédios convencionais. Saber diferenciar sintomas comuns de sinais de alerta pode salvar vidas.
Segundo dados nacionais, o câncer de estômago é a quarta neoplasia mais frequente entre homens brasileiros e a sexta entre mulheres. Só em 2023 foram registrados 13.340 novos casos em homens e 8.140 em mulheres, representando cerca de 5,6% e 3,3% dos casos oncológicos nestes grupos (estimativas do INCA). Na prática, isso significa algo que vejo com certa frequência no consultório: pessoas chegando cada vez mais preocupadas com sintomas persistentes. Aproximadamente 90 a 95% dos tumores malignos gástricos são adenocarcinomas, tipo que se origina das células glandulares do estômago. Homens entre 60 e 70 anos formam o principal grupo afetado. Em menor número, há também linfomas gástricos, sarcomas e tumores carcinoides. Embora raros, esses últimos exigem atenção similar.
Muitos pacientes chegam ao consultório relatando desconfortos vagos, frequentemente confundidos com gastrite ou úlcera. Isso é compreensível. Os sintomas iniciais são, de fato, inespecíficos e podem ser sutis, dificultando o reconhecimento precoce.
Sintomas persistentes merecem investigação.
Conforme fui atendendo ao longo dos anos, percebi o quanto fatores do dia a dia interferem nos riscos de desenvolver câncer gástrico. Estudos e informações de órgãos de saúde confirmam o que vejo na prática. Os principais fatores de risco são:
Com base nas evidências científicas e no que acompanho diariamente, algumas orientações podem ajudar a reduzir o risco:

Quanto mais cedo o câncer de estômago é identificado, maiores as chances de cura e menor a necessidade de tratamentos invasivos. Eu sempre digo: só um especialista pode diferenciar câncer de outros problemas do estômago. O diagnóstico começa com uma boa anamnese (histórico detalhado dos sintomas) e exame físico no consultório. Em seguida, exames laboratoriais e de imagem são importantes para descartar outras hipóteses e buscar sinais de tumor. Mas há dois exames fundamentais:
Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura.
Outro ponto importante é decidir, junto à equipe multidisciplinar, o melhor caminho para tratar o câncer de estômago. Na imensa maioria dos casos que acompanho, a cirurgia costuma ser a primeira escolha, buscando remover totalmente o tumor. Dependendo da extensão, podem ser necessárias ressecções mais amplas, retirada de linfonodos e, em alguns casos, associação com quimioterapia ou radioterapia.

A equipe médica acompanha o paciente não apenas na cirurgia, mas também no pós-operatório e no seguimento para prevenção de recidivas. Explico sempre que o acompanhamento oncológico é fundamental em todas as fases da luta contra o câncer.
Durante todo o processo, reforço: se você apresenta sintomas que não melhoram ou sente que algo está diferente, procure um especialista. A orientação é clara: só um médico experiente pode diferenciar doenças benignas de um possível câncer, especialmente nos casos mais iniciais. Estou à disposição para tirar dúvidas e orientar quem se sentir inseguro em relação a este tema tão sensível. Uma escuta atenta pode mudar destinos.
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